14 de fevereiro de 2012

Concerto dos Tempura na sede da ANIPOP


"Dia 17 - Concerto dos Tempura «Ore wa zettai ni makene!»"

Este foi o meu nickname do Messenger, assim que soube que o concerto desta banda portuguesa, que toca e canta covers de anime (originais e em português) e de música japonesa, iria ser adiado (provavelmente) para sábado, dia 17 de Março do ano 2007, por causa de um rebentamento de canos na sede da ANIPOP, em Paço de Arcos, onde eles actuariam (não tenho a certeza se consegui escrever correctamente, em japonês, "Não perco isto por nada!").


E assim foi. A partir das 21 horas, mais ou menos 50 pessoas puderam assistir, durante uma hora e meia, ao concerto acústico dos Tempura. Foi um prazer ouvir a linda voz da Meruru (a vocalista anterior), assim como testemunhar o excelente trabalho feito pelo Pancadas e pelo Kenshin que, para além de tocarem viola, enriqueciam as músicas, cantando, acompanhando a voz da vocalista de vez em quando.


Naquele cantinho da sede, porventura, acolhedor (não só devido à iluminação, como também ao calor do público), os Tempura brilharam, esforçando-se para fazer o seu melhor. Prova disso foi o facto de, quando o concerto fora dado (supostamente) por terminado, o público não ter resistido em pedir mais duas músicas, que, obviamente, seriam improvisadas. Espantoso foi não terem parecido! É verdade. As músicas-surpresa foram o Medley de Dragon Ball em português (quase implorado pelo Blaze) e o tema do filme "A Princesa Mononoke".


Outras músicas com as quais os Tempura actuaram foram a "1/2", a "Sanbun no Junjou na Kanjou" e o Medley instrumental de Rurouni Kenshin, a "Duvet" de Serial Experiments Lain, a "Platinum" de Cardcaptor Sakura, o tema em português de Sailor Moon, etc.


Uma surpresa para a banda (mas disto não tenho a certeza) foi a grande participação do público no momento em que as músicas em português enchiam a sede: as músicas da infância são mesmo irresistíveis. Também não faltou o grito "Saint Seiya!!!" quando os Tempura tocaram a primeira abertura da série.


Não foram só os Tempura que ficaram surpreendidos: o momento mais cómico da noite foi quando, por alguns segundos, arriscaram (ou fizeram uma tentativa de) fazer uma versão fado de uma música japonesa (da qual não me recordo). O público só ria. Foi algo imprevisível. Mesmo assim, eles estiveram muito bem.


Sem dúvida, este dia vai ficar para sempre na memória. A voz da Meruru é daquelas que arrepia, algo característico de um cantor verdadeiramente talentoso. Muitas das músicas ficam mais bonitas quando cantadas por ela. Na minha opinião, foi o que sucedeu com a segunda abertura de Rurouni Kenshin, apesar de não ser este o único caso. É quando gostamos muito de uma música mas não da voz de quem a canta ou da maneira como ela é cantada. Felizmente, os Tempura podem, agora, resolver esse problema.



Sempre a apoiar-vos, Tempura!

12 de fevereiro de 2012

A história de uma menina shinigami


Nome: Shinigami no Ballad

Género(s): Fantasia, Romance, Seinen

Número de episódios: 6

Ano: de 03/03/2006 a 07/04/2006

Classificação pessoal: 7/10


Ela não pode tocar nas pessoas mas pode matá-las.


Uma rapariga shinigami que, sempre vestida de branco, carregando uma foice negra, acompanhada do seu amigo Daniel, um gato preto, tem que cumprir a sua missão: levar as almas das pessoas para o Além. Mas fá-lo com pesar, visto que o que Momo mais valoriza na sua vida é a felicidade das pessoas: quando estas vêem alguém que lhes é querido partir, Momo chora porque, já que as pessoas mortas não podem chorar, eu choro por elas (palavras da mesma). Contudo, não é só neste tipo de situação que Momo se emociona, mas também quando ajuda as pessoas a realizar os seus sonhos.

Cada um dos seis episódios por que é composta a série conta uma história única, por isso, tanto os personagens, como os tipos de relação que estabelecem entre si são diferentes ao longo da trama. Momo não aparece muitas vezes mas, quando o faz, nem sempre é para matar: ela interfere discretamente e de forma ternurenta, com o propósito de fazer as pessoas felizes. O único rasto que deixa é o som do guizo que Daniel traz consigo, que pode ser ouvido pelas pessoas que ajuda.

O que este anime tem de mais valioso é levar-nos a reflectir sobre cada episódio pois cada um tem uma lição de vida para nos ensinar.

Apesar de a menina shinigami levar tanto a vida daqueles que desejam viver como daqueles que querem morrer, devemos sempre descobrir em cada dia um motivo para sorrir, um momento de amor, pois a vida é algo que passa muito depressa mas, ao mesmo tempo, muito valioso, repleto de coisas boas que, muitas vezes, nos passam despercebidas. Na minha opinião, depois de ter visto (e, assim, vivido) cada uma das aventuras que a série apresenta, esta é a mensagem principal de Shinigami no Ballad.


16 de setembro de 2011

E assim nasce uma estrela


Nome: Kaleido Star

Género(s): Artes Performativas, Comédia, Shoujo

Número de episódios: 51

Ano: de 03/04/2003 a 27/04/2004

Classificação pessoal: 9/10





Sora Naegino é uma jovem japonesa de 16 anos que sempre desejou fazer parte do elenco do Kaleido Stage, uma espécie de circo situado na América, no qual não participam animais, mas sim, e praticamente, acrobatas. Foi desde que assistira a um dos seus espectáculos com os seus falecidos pais que nasceu este sonho.

Um dia, sozinha, ela atravessa o Pacífico para uma audição que poderá mudar para sempre a sua vida. No entanto, chega atrasada, e é então que parece que todo o esforço fora em vão... Contudo, este acontecimento acaba simplesmente por marcar o começo de todos os desafios que terá de enfrentar... Sim, porque Sora Naegino vai mesmo integrar o elenco do Kaleido Stage, tudo graças a Kalos Eido, o dono do circo, que vê logo o verdadeiro dom de uma estrela na rapariga, convidando-a, assim, a participar nas peças seguintes.

No início, a maior parte dos colegas de Sora olham-na com uma certa ponta de inveja e desprezo pelo facto de ela ter sido aceite sem ter participado na audição, mas depois começam a vê-la como uma amiga. Assim, Mia Guillem e Anna Heart vão ser as suas melhores amigas, e Ken Robbins, o único que simpatizou (e engraçou) com Sora desde a sua chegada, o seu grande apoio, pois está sempre a animá-la quando ela se deixa ir abaixo e a fazer tudo o que for preciso para ver um sorriso no rosto da japonesa.

Layla Hamilton, a estrela mais brilhante do Kaleido Stage, primeiramente, julga ridículo o facto de Sora ser uma Kaleido Star mas, algum tempo mais tarde, apercebe-se que, mesmo sem querer, ela e Sora são, mais do que rivais, amigas - uma amizade que se desenvolve no palco porque é no Kaleido Stage que ambas se completam no movimento do corpo e na harmonia dos movimentos.

Kaleido Star dá muito mais que falar, só que, através de um post, é impossível passar-vos a emoção que esta série causa no espectador, não só devido à história, como também por causa da demonstração no Kaleido Stage de peças nossas conhecidas (clássicos, como A Pequena Sereia ou Romeu e Julieta) de uma forma única e original.


Silent Night

清し この夜 星は光り
救いの御子(みこ)は 馬槽(まぶね)の中に
眠り給う いと安く
清し この夜 御告(みつ)げ受けし
牧人達は 御子の御前(みまえ)に
ぬかずきぬ かしこみて
清し この夜 御子の笑みに
恵みの御代(みよ)の 朝(あした)の光
輝けり ほがらかに

Kiyoshi kono yoru, hoshi wa hikari,
Sukui no Miko wa, mabune no naka ni,
Nemuri-tamo, ito yasuku.

Kiyoshi kono yoru, mitsuge ukeshi,
Maki-bito tachi wa, Miko no mimae ni,
Nukazukinu, kashikomite.

Kiyoshi kono yoru, Miko no emi ni,
Megumi no miyo no, ashita no hikari,
Kagayakeri, hogarakani.

P.S. - Se quiserem uma versão cantada desta música, peçam, comentando este post, caso estejam interessados na Kiyoshi Kono Yoru de Digimon 02.

O Natal no Japão




No Japão, o Natal é um pouco diferente do que estamos habituados.

Apesar de muitos japoneses não saberem do que trata o Natal, nem conhecerem a sua ligação com a religião, a maioria das pessoas segue o Budismo ou o Xintoísmo, o que torna o Natal um acontecimento mais comercial que religioso. Outra diferença entre o nosso Natal e o dos japoneses é o facto de se celebrar mais a véspera que o próprio dia de Natal, realidade exemplificada ao longo deste texto.

A partir do final de Novembro, só se ouve músicas de Natal nas lojas e as ruas começam a ser preenchidas de publicidade relacionada com a temática natalícia, sendo comum haver cartazes sobre determinados restaurantes e hotéis a anunciar jantares e espectáculos especiais, invocando um clima romântico para a véspera e dia de Natal.

Há dois costumes peculiares do Natal no Japão: o Daiku e o Bolo de Natal. O primeiro está relacionado com a Nonagésima Sinfonia de Beethoven, que é tocada em vários lugares, às vezes acompanhada por coros enormes, sendo já uma tradição; o segundo é considerado uma bênção para a indústria de bolos japonesa porque todas as pessoas compram um, sendo uma sobremesa indispensável para esta época.

No entanto, por detrás do costume do Bolo de Natal, esconde-se uma piada de mau gosto que se resume no seguinte: as pastelarias procuram vender todos os bolos de Natal antes do dia 24. Deste modo, os que sobram são considerados velhos e estando fora da validade. Por causa disto, mulheres com mais de 25 anos muitas vezes são chamadas de bolos de Natal não vendidos.

Falando em mulheres, principalmente para as que são solteiras, é crucial passar a véspera de Natal na companhia de alguém, num lugar especial, sendo também importante o presente que recebem. Resumindo, todo o serão deverá ser romântico e esplendoroso.

Outra característica do Natal no Japão é o facto de, dentro de uma família, serem os pais a dar presentes às crianças e não estas a darem aos pais, pois apenas o Pai Natal traz presentes, por isso, assim que as crianças deixam de acreditar no Pai Natal, deixam de receber presentes.

Uma (ou mais outra) curiosidade está relacionada com a árvore de Natal: não há pinheiros verdadeiros à venda, apesar de praticamente todas as famílias terem uma árvore de Natal artificial.

Ainda assim, o que mais me impressiona é a velocidade a que as iluminações de Natal nas lojas e locais de comércio aumentam anualmente: um missionário no Japão afirmou que, num período de 7 anos, elas aumentaram aproximadamente 1000%, e que ainda era raro ver o interior das casas com este tipo de iluminações.

Este post contém poucos tópicos sobre o tema e admito ter sido esta a primeira vez que pesquisei sobre o Natal no Japão. De qualquer forma, acho que foi uma experiência divertida e é por isso que vos incentivo a todos a informarem-se sobre esta tradição a la japonesa.