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27 de setembro de 2013

Um splash de emoções!



Nome original: Free!

Género(s): Bishounen, Desporto, Vida Escolar 

Número de episódios: 12

Ano: de 04/07/2013 a 26/09/2013

Classificação pessoal: 8/10


Este anime emergiu do sucesso explosivo de um anúncio da Kyoto Animation a um novo projecto, sobre o qual a especulação e a euforia dos fãs obrigaram à criação de uma serie de animação chamada Free!. A que se deveu o grande entusiasmo? Provavelmente à beleza e aos músculos dos meninos protagonistas que praticam natação.




Haruka Nanase, Makoto Tachibana, Nagisa Hazuki e Rin Matsuoka, enquanto crianças, para além de serem colegas na escola, frequentavam em conjunto o clube de natação. Aí se formaram laços de amizade e de camaradagem que nem a separação de Rin do grupo iria quebrar. Após a vitória num torneio interescolar, o rapaz, com o intuito de tornar real o sonho que o seu pai não fora capaz de concretizar, decidiu ir estudar e praticar o desporto numa escola na Austrália para que, um dia, fosse possível tornar-se campeão olímpico.

Contudo, passado algum tempo e contra todas as expectativas, Haruka reencontra-se com Rin. Este tinha regressado ao Japão e desafiou o companheiro no sentido de tornar claro quem seria o mais rápido a nadar uma piscina. Não satisfeito com a vitória, já que Haruka havia abandonado a natação, Rin não descansa até conseguir um desafio à sua altura.




Entretanto, a Haruka, Makoto e Nagisa, junta-se Rei Ryuugazaki e os quatro dão vida a um clube de natação na escola secundária de Iwatobi.

Depois de voltas e reviravoltas, isto é, de percebermos o motivo que levou Haruka a deixar de nadar competitivamente, conhecermos um pouco da relação de cada um com o meio aquático, sabermos a que se deve o regresso de Rin, entre outros pormenores, a história vai culminar num torneio regional, no qual a escola de Iwatobi e a Academia Samezuka vão defrontar-se num medley relay.

Nesta modalidade, participam equipas de quatro elementos, nas quais cada um nada num estilo diferente, de seguida e por esta ordem: de costas, bruços, mariposa e crawl. Outrora Rin havia nadado mariposa juntamente com os amigos e haviam-se singrado campeões. Desta vez, estando colocado noutra equipa, o desfecho ia ser diferente mas inesperado e, de certa forma, iriam ser vividas as mesmas emoções.




Eu fiquei positivamente impressionada com este anime, apesar de não ser muito adepta de séries sobre desporto e ainda menos de natação, pessoalmente. Gostei muito do último episódio porque me surpreendeu ao nível dos sentimentos expressados pelos personagens Haruka e Rin. Obviamente que o excelente trabalho dos seiyuu, nomeadamente do Mamoru Miyano (voz do Rin), fez toda a diferença. Aliás, o trabalho deste dobrador impressiona-me sempre (daí tê-lo referido no artigo sobre K)!

A animação, desde as cores até aos movimentos, que fluem harmoniosamente com a banda sonora, está cinco estrelas, ou não fosse Free! uma produção da Kyoto Animation. As músicas de fundo são verdadeiramente agradáveis, remetendo-nos, muitas vezes, para um ambiente tão relaxante, ao qual é difícil não associar a água como um elemento integrante.

Também dou pontuação máxima ao tema de encerramento. Mais uma vez, um grupo de seiyuu juntou-se e formou uma banda que, neste caso, são os STYLE FIVE. Para além da música ter ritmo e transmitir alegria, as imagens reflectem, só por si, um paradoxo interessante: num deserto, Haruka, Makoto, Nagisa e Rei procuram um oásis, que é onde Rin os espera.




Já que a série foi tão boa, por que motivo não lhe dar um 10/10? Apenas pelo facto de um ou outro episódio ter sido mais aborrecido e da história não ser uma grande obra de criatividade, o que não significa que não tenha sido bem trabalhada, porque foi, tendo sido essa a razão para este anime ter surpreendido um vasto público que, no início, não esperava muito dele.

Tudo indica que, no próximo Verão, haverá mais uma temporada de Free!. Com a condição de manter a qualidade da primeira, ou superá-la, estes meninos com nomes de menina são novamente muito bem-vindos!


9 de fevereiro de 2013

K série espectaKular!






Nome original: K

Género(s): Bishounen, Ecchi, Ficção Científica, Josei 

Número de episódios: 13

Ano: de 03/10/2012 a 28/12/2012

Classificação pessoal: 10/10


Mal vi os primeiros trailers e esta série atraiu-me de imediato devido à animação - aqueles movimentos de câmara dinâmicos! -, à beleza do design dos personagens, aos seiyuu que iriam dar-lhes voz e ao grupo que faria o tema de abertura, angela. Fiquei um pouco desapontada quando me apercebi que K iria ter um pouco de ecchi à mistura mas, felizmente, foi q.b.. 

Todo o enredo de K se desenrola num ambiente de tecnologia avançada e numa era de Reis. Cada um possui poderes únicos - materializados nas várias Espadas de Damocles -, que se distinguem pelo elemento da natureza pelo qual são regidos, pela cor que conferem à aura dos soberanos e pela categoria que lhes está associada.

Confesso que é difícil falar de um só protagonista porque, na minha opinião, vários personagens mereciam esse destaque. De qualquer modo, falemos do Yashiro Isana, um estudante um pouco cabeça no ar, amável e que não dispensa a companhia da sua gatinha branca, Neko.

Após a morte do Sétimo Rei Incolor, começa a circular um vídeo que mostra Yashiro a disparar sobre um membro do clã do Rei Vermelho, afirmando ser o novo Rei Incolor. Contudo, o miúdo revela não saber nada sobre a situação, o que não lhe basta para ser alvo de perseguição de várias frentes: do Rei Vermelho e do Azul, e respectivos clãs, e de um discípulo do Sétimo Rei Incolor, Kurou Yatogami. O que lhe vale é ter como companheira uma gatinha muito peculiar.

Sobre a história, mais do que isto é spoiler, principalmente porque K é o tipo de anime em que o suspense impera. Só lhe acrescento os adjectivos "interessante", "coerente" e "emocionante". Apesar de não ser muito original, conseguiu agarrar-me ao ponto de querer sempre saber mais sobre a trama.

A nível técnico, as minhas primeiras impressões não me enganaram. O trabalho de animação está espectacular, muito acima da média. Os movimentos de câmara, os ângulos de "filmagem" e a cor dos cenários e personagens proporcionam um ambiente único. 

A tudo isto, não podia faltar a banda sonora, que nos faz mergulhar numa narrativa urbana, em que mafiosos e justiceiros se defrontam (refiro-me à rivalidade e características distintas entre os clãs Vermelho e Azul, respectivamente). Na verdade, cada um tem o seu sentido de justiça e são eles que acabam por sobressair na história, começando pelo facto de um dos membros "azuis" ser agora "vermelho", passando pelo forte sentimento de camaradagem e respeito dentro dos clãs e acabando na amizade de longa data entre os dois Reis. Foi um propósito da equipa de produção de K ou foram os fãs que ditaram essa sentença?




Gosto do design dos personagens e do carisma dos mesmos. São tipos de personagem um pouco batidos mas cada um tem uma ou outra particularidade que lhes dá uma certa graça. Há algo que os distingue dos badasses, betinhos, pervertidas das outras séries.

Temos um grande elenco de seiyuu, dentro do qual destaco o Mamoru Miyano pela sua versatilidade e capacidade em dar aos personagens o seu cunho pessoal, tornando-os credíveis como seres humanos.

Embora deteste o tema de encerramento (quer dizer, amei a música do final de um dos episódios... por que é que esse é uma excepção e não é o oficial?!), adoro o de abertura, não só pelo excelente trabalho de edição como também pela música (achei piada ao facto de o grupo musical estar publicitado numa das cenas do último episódio).

K surpreendeu-me bastante pela positiva. Ao que parece, vem aí uma segunda temporada. Só podia ser assim porque ficaram aspectos importantes da história por desenvolver. Mal posso esperar pelo regresso destes meninos muito fixes.

25 de novembro de 2012

Katekyo Hitman Reborn!


Género(s): Acção, Comédia, Máfia, Shounen

Número de episódios: 203

Ano: de 07/10/2006 a 25/09/2010

Classificação pessoal: 7/10


Este anime chamou-me logo à atenção e a curiosidade levou-me a pesquisar por imagens sobre a série. Na verdade, vi nelas uma certa semelhança com o estilo de desenho de Shaman King, que me atraiu pelas mesmas razões, e da qual gostei bastante. Apesar de ter um início vagaroso e, de certo modo, enfadonho, quando a verdadeira história começa, pode dizer-se que o nível de emoção está perto do de Naruto ou Bleach. Além disso, trata de uma temática que era nova para mim no mundo dos anime: a Máfia.

Tsunayoshi Sawada, ou Tsuna, é um miúdo que não tem jeito para nada e atrai todo e qualquer tipo de azar. Não é à toa que ele é conhecido por dame-Tsuna, sendo dame a palavra que melhor expressa a negação em japonês. Certo dia, Tsuna é surpreendido por Reborn, um tutor BEBÉ que quer fazer dele o sucessor da família Vongola, da MÁFIA italiana. Missão aparentemente impossível e que Tsuna, inicialmente, nem leva muito à sério. No entanto, à medida que o tempo vai passando e graças às instruções de Reborn, o rapaz vai evoluindo e, com a ajuda de colegas da escola e de membros de outras famílias, acaba por se tornar corajoso, forte e determinado. Alguns desses companheiros acabam por integrar os Vongola, passando a fazer parte da Família que Tsuna quer e deve proteger.




Numa primeira fase da série, depois de derrotarem o gangue de Kokuyo, um grupo de criminosos que atentavam contra a Máfia, Tsuna e o grupo são obrigados a enfrentar os Varia, uma elite independente dos Vongola, composta por assassinos notáveis. O líder dessa equipa, Xanxus, ambiciona ser o décimo boss da família, objectivo que ele vê usurpado por Tsuna. Nessa luta de duelos, está em jogo um tesouro: os sete anéis Vongola, que evocam poderes de diferentes elementos da natureza.




Passado este desafio, acontece algo inesperado: os mafiosos são transportados para um futuro alternativo (a diferença de tempo é de, aproximadamente, dez anos), no qual a família Vongola e os seus companheiros são perseguidos pelos Millefiore, uma família possante, com meios para dominar o mundo, liderada por Byakuran.

Espero que este resumo vos faça querer ver Katekyo Hitman Reborn!, que é, de facto, um anime muito interessante. A esta série não falta humor, e mesmo tendo piadas repetitivas, estas são inteligentes e propositadas. A banda sonora também é muito boa (tem músicas que nos lembram a Máfia por causa do som do trompete, e uma ou outra sugerem Dragon Ball Z ou o jogo Persona 3) e as batalhas são rápidas e fascinantes, como em Bleach. Até há mais três parecenças com este anime: a utilização de um idioma estrangeiro para denominar os personagens e os espaços (o que, neste caso, faz todo o sentido), a originalidade dos personagens e a fisionomia dos dois vilões da família Millefiore com dois de Bleach. Fica aqui a comparação:



Katekyo Hitman Reborn!



Bleach


Só uma nota: foi realmente divertido quando me deparei com o nome Cappuccino num personagem.

5 de novembro de 2012

Clannad


Género(s): Comédia, Drama, Seinen, Visual Novel

Número de episódios: 22

Ano: de 05/10/2007 a 21/03/2008

Classificação pessoal: 8/10


O anime Clannad, que foi baseado num visual novel (jogo interactivo de ficção, cuja maior parte dos gráficos são estáticos, sendo a arte estilo anime) com o mesmo nome.

Nagisa Furukawa é uma rapariga tímida, desajeitada e insegura, que idolatra as mascotes Dango Daikazoku ("A Grande Família Dango"). Chumbou o ano, ao contrário dos seus amigos, e, por causa disso, está sozinha. Tomoya Okazaki, um aluno solitário, conhecido por ser delinquente e irresponsável (porque não se preocupa com os estudos e está sempre a chegar tarde), acaba por ter pena dela e aproxima-se para a ajudar. Inicialmente, desculpa-se ao dizer que ajudar Nagisa a formar um clube de teatro é uma maneira de passar o tempo, já que tem bastante, pois não está inscrito em nenhum clube cultural nem pratica desporto. Mas a verdade é que a relação de ambos torna-se, pouco a pouco, muito especial.




Os dois acabam por se aproximar de outras raparigas da escola: de Kyou e Ryou Fujibayashi, duas irmãs gémeas, que são o oposto uma da outra; do espírito de Fuko Ibuki, que faz tudo por tudo para que a irmã, Kouko Ibuki, não deixe de ser feliz por sua causa; de Tomoyo Sakagami, uma rapariga forte, que já tivera um comportamento desviante porque se envolvera em lutas violentas com gangues; de Kotomi Ichinose, uma amiga de infância que Tomoya já tinha esquecido, que tem uma inteligência inimaginável.

Youhei Sunohara, o melhor e único amigo de Tomoya, junta-se, também, a este grupo, no qual a amizade cresce cada vez mais, pois todos se ajudam mutuamente. É nesta amizade recíproca que a acção se baseia.

Gostei muito desta série. Apesar de ser um pouco repetitiva no início, rapidamente se torna emocionante. É um anime demasiado fofinho, mas a verdade é que uma série assim, de vez em quando, sabe muito bem.




Fica em falta o post sobre a continuação deste anime: Clannad After Story. Ainda é melhor do que a primeira série...

2 de agosto de 2012

D.Gray-man


Género(s): Acção, Aventura, Magia, Shounen

Número de episódios: 103

Ano: de 03/10/2006 a 30/09/2008

Classificação pessoal: 10/10




Final do século XIX. A destruição do mundo está eminente. Esse é o objectivo do Sennen Hakushaku ou Conde do Milénio. O clã Noah aliou-se a ele porque partilha os mesmos objectivos. No entanto, os seus membros nunca foram registados na História, apesar de serem vistos na altura de grandes mudanças.


Allen Walker, o personagem principal, é um rapaz de 15 anos. É um exorcista, ou seja, luta contra os Akuma ou demónios, cuja origem são almas chamadas ao mundo dos vivos pelos entes queridos. Na verdade, funcionam como armas do Conde do Milénio: quando alguém sofre por causa da morte de uma pessoa amada, ele surge, diz boa tarde e transforma a tristeza daquele ser em esperança porque a vítima acaba por acreditar que basta chamar pelo nome do ente querido para o fazer regressar à vida. Contudo, essa alma penada acaba por matar aquele que o invoca e transformar-se num Akuma.

A vida de Allen está marcada por uma experiência semelhante, bastante peculiar: tendo sido abandonado pelos pais, foi adoptado por Mana Walker. Depois de este ter morrido, Allen, torturado pela dor e pelo sofrimento, cedeu à proposta do Conde do Milénio e Mana ressuscitou em forma de Akuma. O demónio amaldiçoou o seu filho e atacou-o no olho esquerdo, fazendo uma cicatriz - a marca dos demónios. Foi a partir desse momento que o braço esquerdo de Allen revelou ser uma arma anti-Akuma que, instintivamente, destruiu Mana. Por causa do choque de ter matado o pai que tanto amava, os seus cabelos tornaram-se brancos. Além disso, após esta tragédia, Allen consegue ver as almas sofredoras, presas dentro dos Akuma porque o olho amaldiçoado lho permite.

Innocence é a arma dos exorcistas. Esta substância divina dividiu-se em 109 fragmentos que se espalharam pelo mundo após o grande dilúvio. Quando um destes fragmentos encontra um escolhido, isto é, alguém compatível, adquire uma forma única e peculiar, passando a servir como arma contra o Conde do Milénio.

No início da história, Allen viaja para Inglaterra e junta-se à Kuro no Kyoudan ou Ordem Negra, liderada por Komui Lee. Nesta organização, vive-se um ambiente familiar e é lá que Allen conhece Lenalee Lee, irmã de Komui, Yu Kanda e Lavi, todos eles exorcistas, apesar de este último ser o futuro Bookman, cujo dever primordial é registar os acontecimentos. A missão daqueles que possuem a Innocence é eliminar o Conde do Milénio e derrotar os Akuma, purificando as suas almas, ou encontrar mais exorcistas.




Esta série, cuja história original é da autoria de Katsura Hoshino, está no topo das minhas preferidas. D.Gray-man define-se através do ambiente sombrio, dos demónios, das características das sociedades pós-Revolução Industrial, da magia e dos poderes sobrenaturais. Mas há mais: está carregada de simbolismo (talvez um dia faça um post sobre isso), assim como cercada por uma aura tanto mística como divina, pois os protagonistas são exorcistas - guerreiros ao serviço de Deus.

Vampire Knight


Género(s): Bishounen, Fantasia, Romance, Shoujo

Número de episódios: 13


Ano: de 08/04/2008 a 01/07/2008



Classificação pessoal: 7/10




Baseado numa manga shoujo de Matsuri Hino, este anime tem como principal enfoque a raça vampírica e a sua relação com os humanos.

Yuuki Cross, a filha adoptiva do director da Cross Academy, Kaien Cross, perdeu as suas memórias de infância. A única coisa de que se lembra, de há 10 anos atrás, é de ter sido atacada por um vampiro e de ter sido salva por Kaname Kuran numa noite fria de Inverno, em que a neve não parava de cair.

Dez anos após este incidente, Yuuki ajuda o seu pai a tornar real uma utopia: a coexistência pacífica entre humanos e vampiros. Para tal, juntamente com Zero Kiryuu (um amigo de infância, descendente de caçadores de vampiros, cuja família fora morta por um vampiro de sangue puro), desempenha a função de Guardião da Cross Academy, ou seja, não permite que os estudantes da Day Class (os humanos) saibam que as aulas da Night Class são frequentadas por vampiros.

O temido e respeitado Kaname Kuran, um vampiro de sangue puro, é o líder dos estudantes vampiros. Apesar de, perante os colegas, ter uma atitude fria e autoritária, diante de Yuuki, é simpático e carinhoso, zelando, sempre, pela vida da pessoa que mais ama no mundo. É detestado por Zero Kiryuu, não só por este alimentar um ódio incessante aos vampiros (por causa da tragédia do seu passado), mas também por ser um rival nos sentimentos respeitantes a Yuuki.

Na verdade, o motivo pelo qual existe a vivência de um amor profundo e sincero entre Kaname e Yuuki esconde-se, algures, no passado de ambos... E Zero, por carregar consigo uma consequência grave do ataque sofrido na infância, acaba por se aproximar mais de Yuuki e arrastá-la para situações perigosas...

Uma história em que o amor é vivido de forma profunda e sincera, não obstante repleta de mistério, paixão, ódio e sangue. A banda sonora de Takefumi Haketa adequa-se perfeitamente ao ambiente de toda a trama de Vampire Knight, desde os momentos tensos, de suspense e misteriosos, até à postura requintada dos estudantes da Night Class.

I'll show you a sweet dream next night...

9 de junho de 2012

Persona -trinity soul-


Género(s): RPG, Shounen

Número de episódios: 26

Ano: de 05/01/2008 a 28/06/2008

Classificação pessoal: 8/10




A história passa-se dez anos após os acontecimentos de Persona 3, em cidade de Ayanagi. A polícia investiga vários casos relacionados com o Apathy Syndrome, uma doença misteriosa que afecta, maioritariamente, os estudantes. Mas outras irregularidades ocorrem nesta cidade, localizada perto do Mar do Japão: o desaparecimento da tripulação inteira de um submarino; o regresso, após 10 anos, de uma rapariga fantasma, que causa perturbações a diferentes níveis; almas de pessoas em corpos que não lhes pertencem...

O chefe da polícia da cidade de Ayanagi é o mais velho dos irmãos Kanzato. Chama-se Ryou, e começa por demonstrar uma atitude fria e distante para com os seus irmãos mais novos, Shin, de 17 anos, e Jun, com 14, que regressam à cidade depois de uma longa ausência, para o ver. Na verdade, Ryou, embora desconhecendo pormenores, sabe que a cidade está a mergulhar, a pouco e pouco, num caos, onde governam o mistério e a confusão, e decide fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os irmãos não se envolvam na situação.

Mas os seus esforços são em vão: Shin e Jun possuem, cada um deles, um Persona, logo, estão indirectamente ligados à batalha contra os Marebito, um grupo que utiliza as suas capacidades para roubar os Personas a outras pessoas, removendo-os e/ou danificando-os. Em suma, as vítimas dos Marebito são as pessoas às quais fora diagnosticado o Apathy Syndrome depois de terem sido atacadas.

Com o decorrer da acção, conclui-se que os acontecimentos misteriosos na cidade de Ayanagi estão relacionados com experiências científicas conduzidas por Keisuke Komatsubara (o líder dos Marebito), cujo objectivo é localizar todos aqueles que têm o potencial e que conseguem utilizar o seu Persona, roubar-lhos e fusioná-los num único corpo para conseguir criar o Persona perfeito.

Em relação à história, fico-me por aqui. Não é suposto, neste post, fazer um resumo detalhado de Persona -trinity soul-. Contudo, aproveito para dizer que esta série me surpreendeu pela positiva porque é muito emocionante e excitante. No entanto, não deixa de ser, de certo modo, complexa, dado que alguns assuntos, no decorrer da história, são abordados de forma abstracta, apresentando, como base de comparação, o conto escrito e ilustrado pelos pais dos irmãos Kanzato, Kujira no Hane (Penas de Baleia).

Um último cheirinho deste anime para aguçar o apetite: reaparecem dois personagens de Persona 3. Sem dúvida, é um must para todos os fãs deste jogo.

Nota: Os conceitos a negrito são, originalmente, do jogo Persona 3. Não os aprofundei por esse mesmo motivo.

8 de junho de 2012

Nana (nana = 7)


Nome: Nana

Género(s): Drama, Josei, Música, Romance

Número de episódios: 47

Ano: de 05/04/2006 a 29/03/2007

Classificação pessoal: 10/10




Nana Komatsu é uma jovem japonesa de 20 anos. Alegre mas cuja inocência e ingenuidade a fazem deixar-se levar pelas circunstâncias, uma das suas principais características é apaixonar-se facilmente, situação que lhe provoca um grande desequilíbrio emocional. O anime Nana tem início com a partida desta personagem para Tóquio (depois de ter juntado algum dinheiro), com o objectivo de ir ter com os amigos e o namorado, que tinham ido para lá no ano anterior. Já no comboio, Nana senta-se ao lado de uma rapariga com estilo punk-rock que traz consigo uma guitarra. As duas começam a conversar e é então que se estabelece uma ligação entre duas pessoas que sempre estiveram unidas pelo destino: ambas se chamam Nana, têm a mesma idade e vão para Tóquio! Terminada a viagem, separam-se mas, inevitavelmente, acabam por se reencontrar no quarto 707 de um apartamento antigo porque ambas o querem alugar. Sendo assim, decidem morar juntas, não só pela empatia mútua que sentem, mas também para partilhar a renda.

No anime, chegado este momento, assiste-se, de seguida, ao passado das duas raparigas. Essencialmente, fica a conhecer-se a fraqueza Nana Komatsu no que diz respeito às relações amorosas e o modo como conheceu e passou a namorar Shouji Endou, e que Nana Osaki era a vocalista dos Black Stones (Blast), uma banda de rock sem projecção, sendo responsáveis pela bateria e guitarra, respectivamente, os seus amigos Yasushi Takagi (Yasu) e Nobuo Terashima (Nobu), e pelo baixo, o seu namorado e eterno apaixonado, Ren Honjo. A banda teve que ter um fim quando Ren decidiu aceitar o convite dos Trapnest, uma banda mais de estilo pop. Nana Osaki, orgulhosa, independente, determinada e corajosa, toma a decisão de não fazer o papel da mulher do Ren porque deseja lutar com todas as suas forças pelo seu maior sonho: a música, sendo essa a razão por que não acompanha Ren para Tóquio.

O que é que Nana Osaki pretende fazer em Tóquio? Que surpresas esperam Nana Komatsu na capital? Como se desenvolverá a relação entre as duas amigas? Não planeio contar o resto da história; somente uma curiosidade: Nana Osaki dá à sua amiga o nome Hachiko (Hachi). Hachiko, no Japão, é um nome comum para cão e hachi significa 8. Isto tem uma razão de ser: não só pelo facto da simpatia e ingenuidade serem os pontos fortes da personalidade de Nana Komatsu, mas também pelo facto de, ao longo da série, Nana Osaki tratar a amiga como se fosse algo seu. Tal comportamento não é intencional; demonstra apenas que ambas se completam.

O que ainda tenho a dizer é que, a partir desta parte, o que se pode esperar é drama, romantismo, rivalidades, suspense, encontros e desencontros, e música. Nana retrata uma história da qual se subentende que o futuro está pré-determinado pelo destino por causa do que já foi referido acerca do encontro das jovens e da forte presença do número 7 (nana significa 7 e as raparigas vão morar para o quarto 707).

Recomendo vivamente o anime Nana, uma série que trata os temas abordados de forma profunda e que, ao mesmo tempo, tem uma banda sonora e cenários muito bons.

7 de junho de 2012

Tekkon Kinkreet


Género(s): Acção, Fantasia, Manga, Yakuza

Ano: 23/12/2006

Classificação pessoal: 7/10




A mostra de cinema japonês Nippon Koma, que decorreu entre os dias 3 e 8 de Dezembro de 2007, deu-me a oportunidade de conhecer o filme Tekkon Kinkreet, de Michael Arias, baseado na manga Tekkon Kinkreet (lançada com o nome Black and White nos E.U.A.), de Taiyou Matsumoto, e exibido nos cinemas de Tóquio em 2006.

A acção decorre em Takara Machi (Cidade do Tesouro), um lugar em que duas crianças de rua, orfãs, Kuro (Preto) e Shiro (Branco), conhecidos por Neko (Gatos), espalham o terror e promovem a violência, pois agem de modo a que a cidade não seja invadida por gangues nem indivíduos sedentos de poder, considerando-se, ambos, super-heróis e os protectores da cidade.

Kuro e Shiro são o oposto um do outro: o primeiro, o mais velho, tem uma personalidade que parece ter sido construída com base em todos defeitos da cidade: é rufião, destrutivo, corrupto, corajoso e duro para com ele mesmo mas, ao mesmo tempo, demonstra muito carinho por Shiro, fazendo tudo para o proteger; o segundo é infantil, amável, inocente, sofrendo constantemente por não gostar da cidade. Uma ferramenta que utiliza para fugir da realidade é a imaginação.

A pouco e pouco, problemas de maior importância começam a chegar à Takara Machi. Apesar dos polícias e os yakuza trabalharem juntos, estes têm estado ausentes. No entanto, um yakuza local regressa e promete apoderar-se da cidade, fazendo renascer o seu negócio falido. Contudo, uma ameaça ainda maior é inevitável: o Sr. Hebi (Cobra), cujo objectivo é deitar a cidade abaixo para construir um enorme parque de diversões. Ao constatar que a sua cidade (como Kuro se refere à Takara Machi) está em perigo, os dois rapazes fazem tudo para a salvar, enfrentando Hebi e os seus capangas.

A simbologia é uma característica marcante em Tekkon Kinkreet. Os nomes utilizados (cujo significados foram referidos) são prova disso. Considero fundamental aprofundar esta questão no que diz respeito aos protagonistas: a amizade entre Kuro e Shiro representa a batalha entre o bem e mal (não é por acaso que têm personalidades opostas). A escuridão domina Kuro e a luz faz parte da natureza de Shiro. Algo curioso que acontece no filme é que, quando, devido a certas circunstâncias, Kuro e Shiro são separados, o primeiro, sem a luz do amigo, acaba por ser tentado pelo seu demónio interior, sendo depois salvo por Shiro, pois sempre acreditou nele.

Além disso, a história chama a atenção para realidades que fazem parte do nosso dia-a-dia: a mudança, a maturidade, o conflito, a ligação das pessoas a um determinado lugar. Algo surpreendente é que, apesar de Kuro e Shiro sobressaírem ao longo da acção, todos os personagens foram profundamente pensados, ou seja, fora dado relevo ao seu background, o que faz com que o espectador assista e, consequentemente, viva realidades diversas.

Algo que comprova o prestígio deste filme é o prémio arrecadado de Melhor Filme de 2006 no Mainichi Film Awards.

Pessoalmente, gostei bastante do filme. Apesar de não me sentir muito atraída pelo character design, assim que comecei a entrar dentro da história, apercebi-me de que tinha feito a escolha certa ao ter pago dois euros na Culturgest.

Shining Tears X Wind


Género(s): Aventura, Fantasia, RPG

Número de episódios: 13

Ano: de 07/04/2007 a 30/06/2007

Classificação pessoal: 7/10




Esta história é sobre aventureiros que viajam dentro do mundo do coração. Esta história inacreditável tem início no mundo em que todos vocês vivem.

A Academia St. Luminous começa a tomar conhecimento de pessoas que desapareceram misteriosamente em Tatsumi Town. Souma Akizuki, Touka Kureha, Kaito Kiriya, Kanon Seena, Haruto Saionji e Reia Hiruda provavelmente não sabiam que este problema seria mais difícil de resolver do que os outros a que estavam habituados. Já depois da reunião ter sido dada por terminada, Souma tem de voltar atrás porque se esquecera do telemóvel. É com surpresa que repara num livro que Hiruda tinha estado a investigar, cujo título é End Earth e que contém uma descrição pormenorizada sobre o outro mundo.

Nessa mesma noite, chega a Elde (o mundo real) um ser do outro mundo, Mao, que procura por Zero, um amigo de longa data. Já no dia seguinte, um beastman ataca Souma e Kureha, e Mao corre em seu socorro, explicando, após este incidente, os motivos que a levaram a deixar o seu mundo. Contudo, a criatura consegue libertar-se das cordas que a prendem, dando um golpe em Mao, acabando por partir o Mirror of Dimension, que transporta os três para o End Earth.

Todavia, no mundo interdimensional, Zero, um rapaz com uma asa branca e outra preta, possuidor dos Twin Dragon Rings, encontra-se com Souma e Kureha, apresentando-se como o guardião do mundo e pedindo a Souma que ocupasse o seu lugar a partir daquele momento - é aqui que começa a verdadeira aventura.

Apesar de, inicialmente, o objectivo dos estudantes ser sair daquele mundo, eles acabam por participar numa guerra, cuja finalidade é obter o item lendário, Holy Grail. Mais tarde, Zero confessa a Souma que é impreterivelmente necessário fazer com que Zeroboros, o guardião do tempo e do espaço, permaneça adormecido para que não se dê o fim do mundo.

14 de fevereiro de 2012

A simbologia por trás de Death Note


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Tenho a certeza que todos os fãs de Death Note já se aperceberam do grande relevo que esta obra dá à simbologia, principalmente cristã. Tal para mim não era óbvio no início, contudo, às tantas, comecei a dar-me conta da enorme carga de símbolos presente no anime (não li a manga, mas como sei que a história não difere em quase nada - talvez a manga tenha poucos pormenores a mais que o anime - arrisco-me a dizer que o mesmo se passa na banda desenhada). Pensei, reflecti e pesquisei no "Dicionário dos Símbolos", de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, cujas transcrições estão marcadas com um asterisco, e, com a ajuda dos meus irmãos e do meu amigo João, tirei conclusões, que passo a apresentar de seguida, acompanhadas de imagens da série.

É fundamental frisar que, apesar de parte deste registo corresponder ao que é explicitamente mostrado em Death Note, algumas destas anotações são probabilidades/hipóteses ou pontos de vista pessoais.

- Rosa - Segundo abertura (What's Up People?!) - A rosa é, na iconografia cristã (...) o cálice que recolhe o sangue de Cristo (...)*

Misa aparece deitada sobre rosas, misturando-se com elas; ela é o suporte de Light e, sem a sua colaboração, ele não poderia atingir os seus objectivos tão facilmente. Entenda-se aqui que Light é o deus do novo mundo (Deus na Terra = Cristo). Deste modo, Misa recolhe o sangue de Light (ela sente na pele as consequências das ambições dele, embora tenha admitido que a única maneira de estar feliz era a seu lado, fazendo tudo o que estivesse ao seu alcance para o fazer feliz também);


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- Rosa azul - Segunda abertura (What's Up People?!) - Uma rosa azul seria o símbolo do impossível.*

É impossível para Light ser Cristo/Deus na Terra - não só é pecador, como possui um poder limitado quando utiliza o Death Note (atributos que são negados a uma entidade superior) - tal como o é a sua ambição (o facto de alguma vez poder construir um mundo perfeito);


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- Número 13 - Episódio 25 - Aparece quando se faz referência à regra falsa do Death Note, inventada por Ryuk: Se o dono do Death Note não matar dentro de 13 dias, depois ter lá escrito o nome de alguém, ele morre; Episódio 37 - Enquanto procuram por Light, Matsuda, Aizawa, Ide e Mogi reúnem-se ao pé do armazém nº 13 - Desde a antiguidade que o número 13 tem sido considerado como de mau agoiro. (...) Na última refeição de Cristo com os seus apóstolos, a Última Ceia, os presentes eram treze. A Cabala enumerava 13 espíritos do mal. O 13º capítulo do Apocalipse é o do Anticristo e da Besta. (...) De uma forma geral, este número corresponde a um recomeço, com este matiz pejorativo de que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer.*

No episódio 25 e 37, o número 13, cuja significação é atribuída ao mau agoiro e à morte (lembre-se que a carta de Tarot A Morte é o décimo terceiro Arcano Maior), surge pouco tempo antes de L falecer (ele já tinha ficado intrigado com esta regra do Death Note) e de Light morrer, respectivamente. Além disso, apesar de Light se considerar o deus do novo mundo, ele, no fundo, acaba por se revelar um Anticristo, pois trata-se de alguém que se opõe a Jesus Cristo em relação ao modo como faz o Bem e que, segundo a tradição Cristã, dominará o mundo nos últimos dias, antes que Cristo regresse pela segunda vez. Pode dizer-se que, em Death Note, o número 13 corresponde a um recomeço, que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer pois, logo após a morte do L, Light, ressuscitado, volta a agir em liberdade, como Kira, e, assim que Light morre, pressupõe-se não um surgimento de um novo mundo, mas sim uma reconstrucção do mesmo, isto é, uma mudança gradual, no sentido de se viver sem Kira;


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- Corvo - Primeiro encerramento (Alumina) e segunda abertura (What's Up. People?!) - Parece concluir-se de um estudo comparativo de costumes e crenças de numerosos povos que o simbolismo do corvo só recentemente adquiriu o seu aspecto puramente negativo (...) É considerado, com efeito, nos sonhos, como uma figura de mau agoiro, ligado ao medo da infelicidade. (...) no Japão, ele é (...) um mensageiro divino (...) Símbolo da perspicácia, no «Génesis» (8,7), é ele que vai verificar se a terra começa, após o dilúvio, a reaparecer por cima das águas (...) na Grécia (...) acreditava-se que eram dotados de poder de conjurar a má sorte. O corvo aparece muitas vezes nas lendas célticas onde desempenha um papel profético. (...) Ele seria também um símbolo da solidão, ou melhor, do isolamento voluntário daquele que decidiu viver num plano superior. (...) guia das almas na sua última viagem, pois, sendo psicopompo, ele penetra, sem se perder, o segredo das trevas.*

Remetendo a simbologia do corvo para Death Note, a sua ligação à infelicidade e ao poder de trazer má sorte poderá estar relacionada com o aviso que Ryuk fez a Light assim que este começou a aperceber-se do poder que tinha nas mãos: para aquele que utilizasse o "Death Note", só podia ser esperado um final trágico. Ainda assim, Light comporta-se, de facto, como um mensageiro divino (alguém enviado por Deus para fazer Justiça), dotado de grande perspicácia (ele, afinal, é um génio), que vive num plano superior, a que só ele pertence (tem mais poder que todos os que estão à sua volta, decidindo, assim, qual o seu destino). Esta ideia de possuir um poder divino e superior é transmitida por imagens da Zetsubou Billy: ele passa pelos automóveis sem sofrer qualquer dano e caminha numa direcção oposta à de todas as pessoas;


Imagens da Alumina:


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Imagem da What's Up, People?!:


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Imagens da Zetsubou Billy:


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- Maçã - Aberturas (The World e What's Up, People?!), primeiro encerramento (Alumina) e ao longo da série - Trata-se (...) duma forma de conhecimento, mas que é ora o fruto da Árvore da Vida, ora o da árvore da Ciência do bem e do mal: conhecimento unificador que confere a imortalidade, ou conhecimento separador, que provoca a «queda». (...) «comer a maçã significa (...) abusar da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar, da sua liberdade para o fazer.(...)»*

A imagem da maçã, aparecida tantas vezes, ilustra a grandiosidade da sabedoria de Light que, mal utilizada, traz consequências irreversíveis (mais uma vez, alusão ao seu final trágico - a sua morte). Ao ser dono do Death Note, acede ao conhecimento separador, que provoca a «queda»). Light trinca a maçã em The World, ou seja, abusa da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar (em vez de se restringir à eliminação daqueles que causam o caos e a desordem, deseja suprimir também os que se lhe opõem, dado que são pessoas que negam a existência de Kira como deus), da sua liberdade para o fazer (liberdade construída com base em esquemas mentais que é capaz de elaborar graças à inteligência que tem e que lhe permitem escapar aos golpes dos inimigos). Contudo, durante a série, Light oferece as maçãs a Ryuk, que as come - o Shinigami conhece, deseja e faz o mal, só que de uma forma mais discreta do que Light, isto é, divertindo-se com a tragédia que tem o seu início assim que Light se assume como dono do Death Note.


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A cena de Light a estender uma maçã a Ryuk, em The World, pode ser associada à famosa pintura de Miguel Ângelo, A Criação Do Homem, que se encontra representada na abóbada da Capela Sistina, em Roma. Em Death Note, pode dar-se outro significado: Ryuk, o
Shinigami, encontra-se por cima de Light, representando o papel de Deus, pois Ryuk criou Kira, que é Light. Na sua mão, encontra-se uma maçã, provavelmente um símbolo de oferenda por parte de Light por Ryuk o ter transformado num deus;


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- Cruz - Primeira e segunda aberturas (The World e What's Up, People?!, respectivamente) e segundo encerramento (Zetsubou Billy) - A cruz possui também o valor dum símbolo ascensional. (...) A tradição cristã enriqueceu prodigiosamente o simbolismo da cruz, condensando nesta imagem a história da salvação e da paixão do Salvador. A cruz simboliza o Crucificado, o Cristo, o Salvador, o Verbo, a segunda pessoa da Trindade.*

Light ascende cada vez mais, deduzindo-se que a sua queda será bastante grande, o que acaba por se confirmar (em Zetsubou Billy, Light está a subir num elevador, até que, no final da música, aparece como que derrotado, entendido no chão, num estado de choque/aflição). Ele é o crucificado (arrisca a sua segurança, e até a vida, pelo Bem no mundo), o cristo (deus na Terra, como já foi referido anteriormente) e o salvador (o indicado para fazer Justiça e construir um mundo melhor);


Imagem da The World:


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Imagem da What's Up, People?!:


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Imagens da Zetsubou Billy:



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- Sinos (som dos) - Episódio 25 - L, durante o episódio inteiro, diz que ouve o barulho dos sinos - (...) o Cânone budista pali compara as «vozes» divinas com o «som de um sino de ouro». (...) Mas o barulho dos sinos (...) tem universalmente um poder de exorcismo e de purificação: afasta as más influências, ou pelo menos avisa da sua aproximação. (...) A campainha (...) simboliza o chamamento divino, em todo o caso uma comunicação entre o céu e a terra. (...) o sino tem também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.*

Após ouvir o som dos sinos durante algum tempo, L morre. A ligação entre este barulho e a aproximação da morte é algo que muitas vezes é demonstrado em anime (como, por exemplo, em Shinigami no Ballad);


- Lua cheia - Primeira abertura (The World) e ao longo da série - Antes de mais nada, convém lembrar que a lua influencia fortemente o ser humano. Passando do geral para o concreto, a lua cheia (ou seja, quando está totalmente radiante e cheia de luz) simboliza a realização dos projectos (surge, muitas vezes, quando Light triunfa numa determinada situação).


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Curiosa é a última imagem da lua na série: em vez de aparecer cheia, está no quarto minguante, o que pode significar que a era de Kira acabou, que os seus planos terminaram;


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- Naomi com Raye Penber nos braços - Primeira abertura (The World) - Imagem alusiva à Pietá de Miguel Ângelo;



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- Traição - Na Bíblia, Judas trai Jesus e, por causa disso, Ele acaba por ser Crucificado. Este facto pode ser comparado a Death Note, na medida em que é devido à traição de Mikami (o facto de ter matado Takada sem ordens para isso) que Near acaba por descobrir o verdadeiro Death Note e, assim, ficar por cima de Light;


- Portões dourados - Segundo encerramento (Zetsubou Billy) - Podem ser vistos como os Portões para o Paraíso porque ser deus é o principal objectivo de Light;


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- L limpa os pés a Light - Episódio 25 - A cerimónia do lava pés, contada na Bíblia, tem lugar antes da Última Ceia, e é quando Jesus lava os pés aos seus discípulos, como sinal de humildade e de honra para com eles. Em Death Note, L limpa os pés a Light, pouco tempo antes da sua morte: apesar de aqui o papel de Cristo ser desempenhado por L, tal não é inconveniente, pois, ao agir assim perante Light, L mostra respeito e admiração por alguém que ele, no fundo, admite ser superior a ele.


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Antes de finalizar, gostaria de dar a entender que todas as palavras que citei ao longo do post têm uma simbologia muito mais abrangente do que a indicada. O que se coloca aqui em questão é o facto de não fazer sentido indicar significações que não estivessem de acordo com a possível finalidade em Death Note de mostrar e fazer referência a determinados símbolos.

12 de fevereiro de 2012

A história de uma menina shinigami


Nome: Shinigami no Ballad

Género(s): Fantasia, Romance, Seinen

Número de episódios: 6

Ano: de 03/03/2006 a 07/04/2006

Classificação pessoal: 7/10


Ela não pode tocar nas pessoas mas pode matá-las.


Uma rapariga shinigami que, sempre vestida de branco, carregando uma foice negra, acompanhada do seu amigo Daniel, um gato preto, tem que cumprir a sua missão: levar as almas das pessoas para o Além. Mas fá-lo com pesar, visto que o que Momo mais valoriza na sua vida é a felicidade das pessoas: quando estas vêem alguém que lhes é querido partir, Momo chora porque, já que as pessoas mortas não podem chorar, eu choro por elas (palavras da mesma). Contudo, não é só neste tipo de situação que Momo se emociona, mas também quando ajuda as pessoas a realizar os seus sonhos.

Cada um dos seis episódios por que é composta a série conta uma história única, por isso, tanto os personagens, como os tipos de relação que estabelecem entre si são diferentes ao longo da trama. Momo não aparece muitas vezes mas, quando o faz, nem sempre é para matar: ela interfere discretamente e de forma ternurenta, com o propósito de fazer as pessoas felizes. O único rasto que deixa é o som do guizo que Daniel traz consigo, que pode ser ouvido pelas pessoas que ajuda.

O que este anime tem de mais valioso é levar-nos a reflectir sobre cada episódio pois cada um tem uma lição de vida para nos ensinar.

Apesar de a menina shinigami levar tanto a vida daqueles que desejam viver como daqueles que querem morrer, devemos sempre descobrir em cada dia um motivo para sorrir, um momento de amor, pois a vida é algo que passa muito depressa mas, ao mesmo tempo, muito valioso, repleto de coisas boas que, muitas vezes, nos passam despercebidas. Na minha opinião, depois de ter visto (e, assim, vivido) cada uma das aventuras que a série apresenta, esta é a mensagem principal de Shinigami no Ballad.