25 de novembro de 2012

Lisboa & Tóquio


Há três anos, aproveitei para dar uma espreitadela à exposição "MIRRORCITIES", que teve lugar no Museu do Oriente e a duração de um mês.

A ideia do projecto foi excelente: pôr lado a lado fotografias de duas cidades tão diferentes, que reflectissem o que entre elas fosse semelhante, antagónico ou peculiar, tendo como base um determinado tema. A escolha dessas mesmas cidades foi o que tornou este trabalho, na minha opinião, realmente interessante. Foram elas: Lisboa e Tóquio. As autoras do projecto referiram que de nenhuma das cidades se procurou obter um retrato fiel, ou realista, mas antes impressionista e particular, e isso está bem patente na reflexão fotográfica sobre o dia-a-dia destas cidades geograficamente tão distantes.



"Pétalas coloridas"



"Corvos"


"Casais"


"Miúdos da escola"


"Doces"


"Pão"


Para mim, valeu a pena uma horinha de uma tarde de sábado passada no Museu do Oriente com a minha irmã e os meus pais. É sempre agradável respirar cultura e alargar conhecimentos. E, porque fui lá, soube da existência do blogue mirrorcities, onde se pode saber mais sobre as autoras e ver todas as 150 fotografias (no Museu, estavam expostas, aproximadamente, trinta, mas em tamanho grande).

Tal como escrevi no caderno de opiniões, deixo aqui os meus parabéns pela iniciativa. Só tenho pena que algumas fotografias estejam desfocadas. No entanto, sei que não estou em posição de exigir ainda mais qualidade de um trabalho que surgiu de um projecto pessoal, cujo reconhecimento da parte do público fez com que ganhasse o mérito que tem hoje e ultrapassasse os limites da sua esfera de origem.

Espero que, no futuro, haja mais projectos que, tal como o "MIRRORCITIES", nos aproximem da cultura dos nossos amigos nipónicos.

5 de novembro de 2012

beyond kawaii


No dia 29 de Outubro de 2009, tive a oportunidade (maravilhosa) de desfrutar do evento "beyond kawaii - animação e pintura", promovido pela Embaixada do Japão em Portugal, em conjunto com a Universidade Politécnica de Tóquio. O motivo principal para a sua existência foi, tal como refere o nome e segundo o director do "beyond kawaii", Taku Furukawa, mostrar, em termos de arte, o que está para além da expressão kawaii (que significa queridogirobonito), tão banalizada, mesmo no Ocidente. Para isso, através de uma aplicação peculiar dos conhecimentos, surge o expressar de emoções e sentimentos como forma de comunicação.






Este evento passou pelas cidades de Coimbra, Porto e Lisboa. Na capital, onde pude assistir, teve lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Cinco jovens japoneses, com um futuro promissor na área da animação 2D ou 3D, deram a conhecer os seus trabalhos de final de curso, acompanhando a exposição com um comentário relativamente à peça de arte. Foram eles:

- Tomoyoshi Joko, com "Lizard Planet";
- Wataru Uekusa, com "Mukogaoka Chisato Was Only Gazing";
- Toshiki Nonaka, com "Socket";
- Amica Kubo, com "Bloomed Words";
- Hiroco Ichinose, com "Ushi-nichi".

Foi com um enorme prazer que apreciei cada obra de arte. Gostei particularmente do trabalho de Amica Kubo, pois a ideia-base do projecto estava incrível: extrair de uma conversa casual entre três amigos dois minutos e, a partir daí, fazer uma animação, em que havia um diálogo, surgindo dos personagens imagens que lhe estavam relacionadas.

Além disso, confesso que foi emocionante a fugaz interacção com estes jovens, que se fizeram acompanhar por uma intérprete (uma profissão que não me importava de ter) porque falavam japonês e não percebiam português. Muito mais do que emocionante: foi mesmo uma honra. Vestiam-se de uma forma peculiar e tinham jeitos e expressões faciais muito próprios, mas era isso que fazia deles kawaii (sim, eles também  o eram). Achei piada ao facto de dois dos jovens terem dito, com um grande sorriso, que tinham comido sardinhas.

No final, não só havia postais para trazer (felizmente, consegui um de cada, afinal, eram limitados), como também Wataru Uekusa, o único mangaka e o responsável pela imagem do folheto, se ofereceu para mostrar manga da sua autoria. Fiquei triste comigo mesma por não ter tido coragem/lata para lhe pedir.








Podem ampliar os postais para ver os sites dos autores.


A ida ao evento também valeu pela companhia (o meu amigo Miguel, que já não via há tanto tempo, e a minha amiga Cláudia, sempre pronta para qualquer aventura) e por uma informação preciosa: como, em 2010, fez 150 anos em que foi assinado o Tratado de Amizade entre Portugal e o Japão, foi garantida a organização de muitas actividades para celebrar.

Clannad


Género(s): Comédia, Drama, Seinen, Visual Novel

Número de episódios: 22

Ano: de 05/10/2007 a 21/03/2008

Classificação pessoal: 8/10


anime Clannad, que foi baseado num visual novel (jogo interactivo de ficção, cuja maior parte dos gráficos são estáticos, sendo a arte estilo anime) com o mesmo nome.

Nagisa Furukawa é uma rapariga tímida, desajeitada e insegura, que idolatra as mascotes Dango Daikazoku ("A Grande Família Dango"). Chumbou o ano, ao contrário dos seus amigos, e, por causa disso, está sozinha. Tomoya Okazaki, um aluno solitário, conhecido por ser delinquente e irresponsável (porque não se preocupa com os estudos e está sempre a chegar tarde), acaba por ter pena dela e aproxima-se para a ajudar. Inicialmente, desculpa-se ao dizer que ajudar Nagisa a formar um clube de teatro é uma maneira de passar o tempo, já que tem bastante, pois não está inscrito em nenhum clube cultural nem pratica desporto. Mas a verdade é que a relação de ambos torna-se, pouco a pouco, muito especial.




Os dois acabam por se aproximar de outras raparigas da escola: de Kyou e Ryou Fujibayashi, duas irmãs gémeas, que são o oposto uma da outra; do espírito de Fuko Ibuki, que faz tudo por tudo para que a irmã, Kouko Ibuki, não deixe de ser feliz por sua causa; de Tomoyo Sakagami, uma rapariga forte, que já tivera um comportamento desviante porque se envolvera em lutas violentas com gangues; de Kotomi Ichinose, uma amiga de infância que Tomoya já tinha esquecido, que tem uma inteligência inimaginável.

Youhei Sunohara, o melhor e único amigo de Tomoya, junta-se, também, a este grupo, no qual a amizade cresce cada vez mais, pois todos se ajudam mutuamente. É nesta amizade recíproca que a acção se baseia.

Gostei muito desta série. Apesar de ser um pouco repetitiva no início, rapidamente se torna emocionante. É um anime demasiado fofinho, mas a verdade é que uma série assim, de vez em quando, sabe muito bem.




Fica em falta o post sobre a continuação deste anime: Clannad After Story. Ainda é melhor do que a primeira série...

2 de agosto de 2012

D.Gray-man


Género(s): Acção, Aventura, Magia, Shounen

Número de episódios: 103

Ano: de 03/10/2006 a 30/09/2008

Classificação pessoal: 10/10




Final do século XIX. A destruição do mundo está eminente. Esse é o objectivo do Sennen Hakushaku ou Conde do Milénio. O clã Noah aliou-se a ele porque partilha os mesmos objectivos. No entanto, os seus membros nunca foram registados na História, apesar de serem vistos na altura de grandes mudanças.


Allen Walker, o personagem principal, é um rapaz de 15 anos. É um exorcista, ou seja, luta contra os Akuma ou demónios, cuja origem são almas chamadas ao mundo dos vivos pelos entes queridos. Na verdade, funcionam como armas do Conde do Milénio: quando alguém sofre por causa da morte de uma pessoa amada, ele surge, diz boa tarde e transforma a tristeza daquele ser em esperança porque a vítima acaba por acreditar que basta chamar pelo nome do ente querido para o fazer regressar à vida. Contudo, essa alma penada acaba por matar aquele que o invoca e transformar-se num Akuma.

A vida de Allen está marcada por uma experiência semelhante, bastante peculiar: tendo sido abandonado pelos pais, foi adoptado por Mana Walker. Depois de este ter morrido, Allen, torturado pela dor e pelo sofrimento, cedeu à proposta do Conde do Milénio e Mana ressuscitou em forma de Akuma. O demónio amaldiçoou o seu filho e atacou-o no olho esquerdo, fazendo uma cicatriz - a marca dos demónios. Foi a partir desse momento que o braço esquerdo de Allen revelou ser uma arma anti-Akuma que, instintivamente, destruiu Mana. Por causa do choque de ter matado o pai que tanto amava, os seus cabelos tornaram-se brancos. Além disso, após esta tragédia, Allen consegue ver as almas sofredoras, presas dentro dos Akuma porque o olho amaldiçoado lho permite.

Innocence é a arma dos exorcistas. Esta substância divina dividiu-se em 109 fragmentos que se espalharam pelo mundo após o grande dilúvio. Quando um destes fragmentos encontra um escolhido, isto é, alguém compatível, adquire uma forma única e peculiar, passando a servir como arma contra o Conde do Milénio.

No início da história, Allen viaja para Inglaterra e junta-se à Kuro no Kyoudan ou Ordem Negra, liderada por Komui Lee. Nesta organização, vive-se um ambiente familiar e é lá que Allen conhece Lenalee Lee, irmã de Komui, Yu Kanda e Lavi, todos eles exorcistas, apesar de este último ser o futuro Bookman, cujo dever primordial é registar os acontecimentos. A missão daqueles que possuem a Innocence é eliminar o Conde do Milénio e derrotar os Akuma, purificando as suas almas, ou encontrar mais exorcistas.




Esta série, cuja história original é da autoria de Katsura Hoshino, está no topo das minhas preferidas. D.Gray-man define-se através do ambiente sombrio, dos demónios, das características das sociedades pós-Revolução Industrial, da magia e dos poderes sobrenaturais. Mas há mais: está carregada de simbolismo (talvez um dia faça um post sobre isso), assim como cercada por uma aura tanto mística como divina, pois os protagonistas são exorcistas - guerreiros ao serviço de Deus.

Vampire Knight


Género(s): Bishounen, Fantasia, Romance, Shoujo

Número de episódios: 13


Ano: de 08/04/2008 a 01/07/2008



Classificação pessoal: 7/10




Baseado numa manga shoujo de Matsuri Hino, este anime tem como principal enfoque a raça vampírica e a sua relação com os humanos.

Yuuki Cross, a filha adoptiva do director da Cross Academy, Kaien Cross, perdeu as suas memórias de infância. A única coisa de que se lembra, de há 10 anos atrás, é de ter sido atacada por um vampiro e de ter sido salva por Kaname Kuran numa noite fria de Inverno, em que a neve não parava de cair.

Dez anos após este incidente, Yuuki ajuda o seu pai a tornar real uma utopia: a coexistência pacífica entre humanos e vampiros. Para tal, juntamente com Zero Kiryuu (um amigo de infância, descendente de caçadores de vampiros, cuja família fora morta por um vampiro de sangue puro), desempenha a função de Guardião da Cross Academy, ou seja, não permite que os estudantes da Day Class (os humanos) saibam que as aulas da Night Class são frequentadas por vampiros.

O temido e respeitado Kaname Kuran, um vampiro de sangue puro, é o líder dos estudantes vampiros. Apesar de, perante os colegas, ter uma atitude fria e autoritária, diante de Yuuki, é simpático e carinhoso, zelando, sempre, pela vida da pessoa que mais ama no mundo. É detestado por Zero Kiryuu, não só por este alimentar um ódio incessante aos vampiros (por causa da tragédia do seu passado), mas também por ser um rival nos sentimentos respeitantes a Yuuki.

Na verdade, o motivo pelo qual existe a vivência de um amor profundo e sincero entre Kaname e Yuuki esconde-se, algures, no passado de ambos... E Zero, por carregar consigo uma consequência grave do ataque sofrido na infância, acaba por se aproximar mais de Yuuki e arrastá-la para situações perigosas...

Uma história em que o amor é vivido de forma profunda e sincera, não obstante repleta de mistério, paixão, ódio e sangue. A banda sonora de Takefumi Haketa adequa-se perfeitamente ao ambiente de toda a trama de Vampire Knight, desde os momentos tensos, de suspense e misteriosos, até à postura requintada dos estudantes da Night Class.

I'll show you a sweet dream next night...