2 de agosto de 2012

Vampire Knight


Género(s): Bishounen, Fantasia, Romance, Shoujo

Número de episódios: 13


Ano: de 08/04/2008 a 01/07/2008



Classificação pessoal: 7/10




Baseado numa manga shoujo de Matsuri Hino, este anime tem como principal enfoque a raça vampírica e a sua relação com os humanos.

Yuuki Cross, a filha adoptiva do director da Cross Academy, Kaien Cross, perdeu as suas memórias de infância. A única coisa de que se lembra, de há 10 anos atrás, é de ter sido atacada por um vampiro e de ter sido salva por Kaname Kuran numa noite fria de Inverno, em que a neve não parava de cair.

Dez anos após este incidente, Yuuki ajuda o seu pai a tornar real uma utopia: a coexistência pacífica entre humanos e vampiros. Para tal, juntamente com Zero Kiryuu (um amigo de infância, descendente de caçadores de vampiros, cuja família fora morta por um vampiro de sangue puro), desempenha a função de Guardião da Cross Academy, ou seja, não permite que os estudantes da Day Class (os humanos) saibam que as aulas da Night Class são frequentadas por vampiros.

O temido e respeitado Kaname Kuran, um vampiro de sangue puro, é o líder dos estudantes vampiros. Apesar de, perante os colegas, ter uma atitude fria e autoritária, diante de Yuuki, é simpático e carinhoso, zelando, sempre, pela vida da pessoa que mais ama no mundo. É detestado por Zero Kiryuu, não só por este alimentar um ódio incessante aos vampiros (por causa da tragédia do seu passado), mas também por ser um rival nos sentimentos respeitantes a Yuuki.

Na verdade, o motivo pelo qual existe a vivência de um amor profundo e sincero entre Kaname e Yuuki esconde-se, algures, no passado de ambos... E Zero, por carregar consigo uma consequência grave do ataque sofrido na infância, acaba por se aproximar mais de Yuuki e arrastá-la para situações perigosas...

Uma história em que o amor é vivido de forma profunda e sincera, não obstante repleta de mistério, paixão, ódio e sangue. A banda sonora de Takefumi Haketa adequa-se perfeitamente ao ambiente de toda a trama de Vampire Knight, desde os momentos tensos, de suspense e misteriosos, até à postura requintada dos estudantes da Night Class.

I'll show you a sweet dream next night...

9 de junho de 2012

Persona -trinity soul-


Género(s): RPG, Shounen

Número de episódios: 26

Ano: de 05/01/2008 a 28/06/2008

Classificação pessoal: 8/10




A história passa-se dez anos após os acontecimentos de Persona 3, em cidade de Ayanagi. A polícia investiga vários casos relacionados com o Apathy Syndrome, uma doença misteriosa que afecta, maioritariamente, os estudantes. Mas outras irregularidades ocorrem nesta cidade, localizada perto do Mar do Japão: o desaparecimento da tripulação inteira de um submarino; o regresso, após 10 anos, de uma rapariga fantasma, que causa perturbações a diferentes níveis; almas de pessoas em corpos que não lhes pertencem...

O chefe da polícia da cidade de Ayanagi é o mais velho dos irmãos Kanzato. Chama-se Ryou, e começa por demonstrar uma atitude fria e distante para com os seus irmãos mais novos, Shin, de 17 anos, e Jun, com 14, que regressam à cidade depois de uma longa ausência, para o ver. Na verdade, Ryou, embora desconhecendo pormenores, sabe que a cidade está a mergulhar, a pouco e pouco, num caos, onde governam o mistério e a confusão, e decide fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os irmãos não se envolvam na situação.

Mas os seus esforços são em vão: Shin e Jun possuem, cada um deles, um Persona, logo, estão indirectamente ligados à batalha contra os Marebito, um grupo que utiliza as suas capacidades para roubar os Personas a outras pessoas, removendo-os e/ou danificando-os. Em suma, as vítimas dos Marebito são as pessoas às quais fora diagnosticado o Apathy Syndrome depois de terem sido atacadas.

Com o decorrer da acção, conclui-se que os acontecimentos misteriosos na cidade de Ayanagi estão relacionados com experiências científicas conduzidas por Keisuke Komatsubara (o líder dos Marebito), cujo objectivo é localizar todos aqueles que têm o potencial e que conseguem utilizar o seu Persona, roubar-lhos e fusioná-los num único corpo para conseguir criar o Persona perfeito.

Em relação à história, fico-me por aqui. Não é suposto, neste post, fazer um resumo detalhado de Persona -trinity soul-. Contudo, aproveito para dizer que esta série me surpreendeu pela positiva porque é muito emocionante e excitante. No entanto, não deixa de ser, de certo modo, complexa, dado que alguns assuntos, no decorrer da história, são abordados de forma abstracta, apresentando, como base de comparação, o conto escrito e ilustrado pelos pais dos irmãos Kanzato, Kujira no Hane (Penas de Baleia).

Um último cheirinho deste anime para aguçar o apetite: reaparecem dois personagens de Persona 3. Sem dúvida, é um must para todos os fãs deste jogo.

Nota: Os conceitos a negrito são, originalmente, do jogo Persona 3. Não os aprofundei por esse mesmo motivo.

8 de junho de 2012

Manifesto Anti-Fillers e Anti-Spoilers


BASTA PUM BASTA




Uma geração que consente deixar-se enganar por fillers e arrastar por spoilers é uma geração que nunca o foi! É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morram os fillers e os spoilers, morram! - PIM!

Uma geração com fillers a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com spoilers à proa é uma canoa em seco!

Os fillers são um ciganões!

Os spoilers são meio-ciganões!

Os fillers serão divertidos, serão emocionantes, serão atractivos, serão entusiasmantes, serão tudo menos episódios que é a única coisa que eles são!

Os spoilers pescam tanto das histórias que até fazem quem se depara com eles parecer sabichão!

Os fillers são úteis!

Os fillers são feios!

Os fillers são maus!

Os spoilers especulam e inóculam os concubinos!

Os spoilers são spoilers!

Os spoilers são porcos!

Morram os fillers e os spoilers, morram! - PIM!

Os fillers fizeram episódios de Naruto, que tanto podiam ser episódios de Bleach, ou episódios de One Piece, ou episódios de Rurouni Kenshin, ou episódios de Dragon Ball Z, ou episódios de Tsubasa Chronicle, ou episódios de Inuyasha, ou episódios de Slayers Next!

E os fillers tiveram claque! E os fillers tiveram palmas! E os fillers agradeceram!

Os fillers são uns ciganões!

Não é preciso ir para a net procurar spoilers, basta ser-se spoiler!

Não é preciso disfarçar-se p’ra se ser culto, basta procurar spoilers! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar olhos meigos! Basta ser spoiler! Basta spoilar!

Morram os fillers e os spoilers, morram! - PIM!

Os fillers nasceram para provar que nem todos os episódios sabem ser episódios!

Os spoilers são uns autómatos que deitam p’ra fora o que a gente já sabe que vai sair… mas é preciso ver anime!

Os fillers são interessantíssimos!

Os fillers em génio nem chegam a pólvora seca e em talento são pim-pam-pum!

Os spoilers nus são horrorosos!

Os spoilers cheiram mal da boca!

Morram os fillers e os spoilers, morram! - PIM!

Os spoilers são o escárneo da consciência! Se os spoilers são portugueses, eu quero ser espanhola!

Os fillers são a vergonha da intelectualidade japonesa! Os fillers são a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar os spoilers!

E ainda há quem lhes estenda a mão!

E quem os procure!

E quem tem dó dos spoilers!

E ainda há quem duvide de que os fillers não valem nada, e que não sabem nada, e que nem são inteligentes, nem decentes, nem zero!

(…)

Morram os fillers e os spoilers! Morram! - PIM! 


Inspirado no Manifesto Anti-Dantas e por Extenso" de Almada Negreiros.

Nana (nana = 7)


Nome: Nana

Género(s): Drama, Josei, Música, Romance

Número de episódios: 47

Ano: de 05/04/2006 a 29/03/2007

Classificação pessoal: 10/10




Nana Komatsu é uma jovem japonesa de 20 anos. Alegre mas cuja inocência e ingenuidade a fazem deixar-se levar pelas circunstâncias, uma das suas principais características é apaixonar-se facilmente, situação que lhe provoca um grande desequilíbrio emocional. O anime Nana tem início com a partida desta personagem para Tóquio (depois de ter juntado algum dinheiro), com o objectivo de ir ter com os amigos e o namorado, que tinham ido para lá no ano anterior. Já no comboio, Nana senta-se ao lado de uma rapariga com estilo punk-rock que traz consigo uma guitarra. As duas começam a conversar e é então que se estabelece uma ligação entre duas pessoas que sempre estiveram unidas pelo destino: ambas se chamam Nana, têm a mesma idade e vão para Tóquio! Terminada a viagem, separam-se mas, inevitavelmente, acabam por se reencontrar no quarto 707 de um apartamento antigo porque ambas o querem alugar. Sendo assim, decidem morar juntas, não só pela empatia mútua que sentem, mas também para partilhar a renda.

No anime, chegado este momento, assiste-se, de seguida, ao passado das duas raparigas. Essencialmente, fica a conhecer-se a fraqueza Nana Komatsu no que diz respeito às relações amorosas e o modo como conheceu e passou a namorar Shouji Endou, e que Nana Osaki era a vocalista dos Black Stones (Blast), uma banda de rock sem projecção, sendo responsáveis pela bateria e guitarra, respectivamente, os seus amigos Yasushi Takagi (Yasu) e Nobuo Terashima (Nobu), e pelo baixo, o seu namorado e eterno apaixonado, Ren Honjo. A banda teve que ter um fim quando Ren decidiu aceitar o convite dos Trapnest, uma banda mais de estilo pop. Nana Osaki, orgulhosa, independente, determinada e corajosa, toma a decisão de não fazer o papel da mulher do Ren porque deseja lutar com todas as suas forças pelo seu maior sonho: a música, sendo essa a razão por que não acompanha Ren para Tóquio.

O que é que Nana Osaki pretende fazer em Tóquio? Que surpresas esperam Nana Komatsu na capital? Como se desenvolverá a relação entre as duas amigas? Não planeio contar o resto da história; somente uma curiosidade: Nana Osaki dá à sua amiga o nome Hachiko (Hachi). Hachiko, no Japão, é um nome comum para cão e hachi significa 8. Isto tem uma razão de ser: não só pelo facto da simpatia e ingenuidade serem os pontos fortes da personalidade de Nana Komatsu, mas também pelo facto de, ao longo da série, Nana Osaki tratar a amiga como se fosse algo seu. Tal comportamento não é intencional; demonstra apenas que ambas se completam.

O que ainda tenho a dizer é que, a partir desta parte, o que se pode esperar é drama, romantismo, rivalidades, suspense, encontros e desencontros, e música. Nana retrata uma história da qual se subentende que o futuro está pré-determinado pelo destino por causa do que já foi referido acerca do encontro das jovens e da forte presença do número 7 (nana significa 7 e as raparigas vão morar para o quarto 707).

Recomendo vivamente o anime Nana, uma série que trata os temas abordados de forma profunda e que, ao mesmo tempo, tem uma banda sonora e cenários muito bons.

7 de junho de 2012

Tekkon Kinkreet


Género(s): Acção, Fantasia, MangaYakuza

Ano: 23/12/2006

Classificação pessoal: 7/10




A mostra de cinema japonês Nippon Koma, que decorreu entre os dias 3 e 8 de Dezembro de 2007, deu-me a oportunidade de conhecer o filme Tekkon Kinkreet, de Michael Arias, baseado na manga Tekkon Kinkreet (lançada com o nome Black and White nos E.U.A.), de Taiyou Matsumoto, e exibido nos cinemas de Tóquio em 2006.

A acção decorre em Takara Machi (Cidade do Tesouro), um lugar em que duas crianças de rua, orfãs, Kuro (Preto) e Shiro (Branco), conhecidos por Neko (Gatos), espalham o terror e promovem a violência, pois agem de modo a que a cidade não seja invadida por gangues nem indivíduos sedentos de poder, considerando-se, ambos, super-heróis e os protectores da cidade.

Kuro e Shiro são o oposto um do outro: o primeiro, o mais velho, tem uma personalidade que parece ter sido construída com base em todos defeitos da cidade: é rufião, destrutivo, corrupto, corajoso e duro para com ele mesmo mas, ao mesmo tempo, demonstra muito carinho por Shiro, fazendo tudo para o proteger; o segundo é infantil, amável, inocente, sofrendo constantemente por não gostar da cidade. Uma ferramenta que utiliza para fugir da realidade é a imaginação.

A pouco e pouco, problemas de maior importância começam a chegar à Takara Machi. Apesar dos polícias e os yakuza trabalharem juntos, estes têm estado ausentes. No entanto, um yakuza local regressa e promete apoderar-se da cidade, fazendo renascer o seu negócio falido. Contudo, uma ameaça ainda maior é inevitável: o Sr. Hebi (Cobra), cujo objectivo é deitar a cidade abaixo para construir um enorme parque de diversões. Ao constatar que a sua cidade (como Kuro se refere à Takara Machi) está em perigo, os dois rapazes fazem tudo para a salvar, enfrentando Hebi e os seus capangas.

A simbologia é uma característica marcante em Tekkon Kinkreet. Os nomes utilizados (cujo significados foram referidos) são prova disso. Considero fundamental aprofundar esta questão no que diz respeito aos protagonistas: a amizade entre Kuro e Shiro representa a batalha entre o bem e mal (não é por acaso que têm personalidades opostas). A escuridão domina Kuro e a luz faz parte da natureza de Shiro. Algo curioso que acontece no filme é que, quando, devido a certas circunstâncias, Kuro e Shiro são separados, o primeiro, sem a luz do amigo, acaba por ser tentado pelo seu demónio interior, sendo depois salvo por Shiro, pois sempre acreditou nele.

Além disso, a história chama a atenção para realidades que fazem parte do nosso dia-a-dia: a mudança, a maturidade, o conflito, a ligação das pessoas a um determinado lugar. Algo surpreendente é que, apesar de Kuro e Shiro sobressaírem ao longo da acção, todos os personagens foram profundamente pensados, ou seja, fora dado relevo ao seu background, o que faz com que o espectador assista e, consequentemente, viva realidades diversas.

Algo que comprova o prestígio deste filme é o prémio arrecadado de Melhor Filme de 2006 no Mainichi Film Awards.

Pessoalmente, gostei bastante do filme. Apesar de não me sentir muito atraída pelo character design, assim que comecei a entrar dentro da história, apercebi-me de que tinha feito a escolha certa ao ter pago dois euros na Culturgest.