8 de junho de 2012

Nana (nana = 7)


Nome: Nana

Género(s): Drama, Josei, Música, Romance

Número de episódios: 47

Ano: de 05/04/2006 a 29/03/2007

Classificação pessoal: 10/10




Nana Komatsu é uma jovem japonesa de 20 anos. Alegre mas cuja inocência e ingenuidade a fazem deixar-se levar pelas circunstâncias, uma das suas principais características é apaixonar-se facilmente, situação que lhe provoca um grande desequilíbrio emocional. O anime Nana tem início com a partida desta personagem para Tóquio (depois de ter juntado algum dinheiro), com o objectivo de ir ter com os amigos e o namorado, que tinham ido para lá no ano anterior. Já no comboio, Nana senta-se ao lado de uma rapariga com estilo punk-rock que traz consigo uma guitarra. As duas começam a conversar e é então que se estabelece uma ligação entre duas pessoas que sempre estiveram unidas pelo destino: ambas se chamam Nana, têm a mesma idade e vão para Tóquio! Terminada a viagem, separam-se mas, inevitavelmente, acabam por se reencontrar no quarto 707 de um apartamento antigo porque ambas o querem alugar. Sendo assim, decidem morar juntas, não só pela empatia mútua que sentem, mas também para partilhar a renda.

No anime, chegado este momento, assiste-se, de seguida, ao passado das duas raparigas. Essencialmente, fica a conhecer-se a fraqueza Nana Komatsu no que diz respeito às relações amorosas e o modo como conheceu e passou a namorar Shouji Endou, e que Nana Osaki era a vocalista dos Black Stones (Blast), uma banda de rock sem projecção, sendo responsáveis pela bateria e guitarra, respectivamente, os seus amigos Yasushi Takagi (Yasu) e Nobuo Terashima (Nobu), e pelo baixo, o seu namorado e eterno apaixonado, Ren Honjo. A banda teve que ter um fim quando Ren decidiu aceitar o convite dos Trapnest, uma banda mais de estilo pop. Nana Osaki, orgulhosa, independente, determinada e corajosa, toma a decisão de não fazer o papel da mulher do Ren porque deseja lutar com todas as suas forças pelo seu maior sonho: a música, sendo essa a razão por que não acompanha Ren para Tóquio.

O que é que Nana Osaki pretende fazer em Tóquio? Que surpresas esperam Nana Komatsu na capital? Como se desenvolverá a relação entre as duas amigas? Não planeio contar o resto da história; somente uma curiosidade: Nana Osaki dá à sua amiga o nome Hachiko (Hachi). Hachiko, no Japão, é um nome comum para cão e hachi significa 8. Isto tem uma razão de ser: não só pelo facto da simpatia e ingenuidade serem os pontos fortes da personalidade de Nana Komatsu, mas também pelo facto de, ao longo da série, Nana Osaki tratar a amiga como se fosse algo seu. Tal comportamento não é intencional; demonstra apenas que ambas se completam.

O que ainda tenho a dizer é que, a partir desta parte, o que se pode esperar é drama, romantismo, rivalidades, suspense, encontros e desencontros, e música. Nana retrata uma história da qual se subentende que o futuro está pré-determinado pelo destino por causa do que já foi referido acerca do encontro das jovens e da forte presença do número 7 (nana significa 7 e as raparigas vão morar para o quarto 707).

Recomendo vivamente o anime Nana, uma série que trata os temas abordados de forma profunda e que, ao mesmo tempo, tem uma banda sonora e cenários muito bons.

7 de junho de 2012

Tekkon Kinkreet


Género(s): Acção, Fantasia, MangaYakuza

Ano: 23/12/2006

Classificação pessoal: 7/10




A mostra de cinema japonês Nippon Koma, que decorreu entre os dias 3 e 8 de Dezembro de 2007, deu-me a oportunidade de conhecer o filme Tekkon Kinkreet, de Michael Arias, baseado na manga Tekkon Kinkreet (lançada com o nome Black and White nos E.U.A.), de Taiyou Matsumoto, e exibido nos cinemas de Tóquio em 2006.

A acção decorre em Takara Machi (Cidade do Tesouro), um lugar em que duas crianças de rua, orfãs, Kuro (Preto) e Shiro (Branco), conhecidos por Neko (Gatos), espalham o terror e promovem a violência, pois agem de modo a que a cidade não seja invadida por gangues nem indivíduos sedentos de poder, considerando-se, ambos, super-heróis e os protectores da cidade.

Kuro e Shiro são o oposto um do outro: o primeiro, o mais velho, tem uma personalidade que parece ter sido construída com base em todos defeitos da cidade: é rufião, destrutivo, corrupto, corajoso e duro para com ele mesmo mas, ao mesmo tempo, demonstra muito carinho por Shiro, fazendo tudo para o proteger; o segundo é infantil, amável, inocente, sofrendo constantemente por não gostar da cidade. Uma ferramenta que utiliza para fugir da realidade é a imaginação.

A pouco e pouco, problemas de maior importância começam a chegar à Takara Machi. Apesar dos polícias e os yakuza trabalharem juntos, estes têm estado ausentes. No entanto, um yakuza local regressa e promete apoderar-se da cidade, fazendo renascer o seu negócio falido. Contudo, uma ameaça ainda maior é inevitável: o Sr. Hebi (Cobra), cujo objectivo é deitar a cidade abaixo para construir um enorme parque de diversões. Ao constatar que a sua cidade (como Kuro se refere à Takara Machi) está em perigo, os dois rapazes fazem tudo para a salvar, enfrentando Hebi e os seus capangas.

A simbologia é uma característica marcante em Tekkon Kinkreet. Os nomes utilizados (cujo significados foram referidos) são prova disso. Considero fundamental aprofundar esta questão no que diz respeito aos protagonistas: a amizade entre Kuro e Shiro representa a batalha entre o bem e mal (não é por acaso que têm personalidades opostas). A escuridão domina Kuro e a luz faz parte da natureza de Shiro. Algo curioso que acontece no filme é que, quando, devido a certas circunstâncias, Kuro e Shiro são separados, o primeiro, sem a luz do amigo, acaba por ser tentado pelo seu demónio interior, sendo depois salvo por Shiro, pois sempre acreditou nele.

Além disso, a história chama a atenção para realidades que fazem parte do nosso dia-a-dia: a mudança, a maturidade, o conflito, a ligação das pessoas a um determinado lugar. Algo surpreendente é que, apesar de Kuro e Shiro sobressaírem ao longo da acção, todos os personagens foram profundamente pensados, ou seja, fora dado relevo ao seu background, o que faz com que o espectador assista e, consequentemente, viva realidades diversas.

Algo que comprova o prestígio deste filme é o prémio arrecadado de Melhor Filme de 2006 no Mainichi Film Awards.

Pessoalmente, gostei bastante do filme. Apesar de não me sentir muito atraída pelo character design, assim que comecei a entrar dentro da história, apercebi-me de que tinha feito a escolha certa ao ter pago dois euros na Culturgest.

Shining Tears X Wind


Género(s): Aventura, Fantasia, RPG

Número de episódios: 13

Ano: de 07/04/2007 a 30/06/2007

Classificação pessoal: 7/10




Esta história é sobre aventureiros que viajam dentro do mundo do coração. Esta história inacreditável tem início no mundo em que todos vocês vivem.

A Academia St. Luminous começa a tomar conhecimento de pessoas que desapareceram misteriosamente em Tatsumi Town. Souma Akizuki, Touka Kureha, Kaito Kiriya, Kanon Seena, Haruto Saionji e Reia Hiruda provavelmente não sabiam que este problema seria mais difícil de resolver do que os outros a que estavam habituados. Já depois da reunião ter sido dada por terminada, Souma tem de voltar atrás porque se esquecera do telemóvel. É com surpresa que repara num livro que Hiruda tinha estado a investigar, cujo título é End Earth e que contém uma descrição pormenorizada sobre o outro mundo.

Nessa mesma noite, chega a Elde (o mundo real) um ser do outro mundo, Mao, que procura por Zero, um amigo de longa data. Já no dia seguinte, um beastman ataca Souma e Kureha, e Mao corre em seu socorro, explicando, após este incidente, os motivos que a levaram a deixar o seu mundo. Contudo, a criatura consegue libertar-se das cordas que a prendem, dando um golpe em Mao, acabando por partir o Mirror of Dimension, que transporta os três para o End Earth.

Todavia, no mundo interdimensional, Zero, um rapaz com uma asa branca e outra preta, possuidor dos Twin Dragon Rings, encontra-se com Souma e Kureha, apresentando-se como o guardião do mundo e pedindo a Souma que ocupasse o seu lugar a partir daquele momento - é aqui que começa a verdadeira aventura.

Apesar de, inicialmente, o objectivo dos estudantes ser sair daquele mundo, eles acabam por participar numa guerra, cuja finalidade é obter o item lendário, Holy Grail. Mais tarde, Zero confessa a Souma que é impreterivelmente necessário fazer com que Zeroboros, o guardião do tempo e do espaço, permaneça adormecido para que não se dê o fim do mundo.

14 de fevereiro de 2012

A simbologia por trás de Death Note


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Tenho a certeza que todos os fãs de Death Note já se aperceberam do grande relevo que esta obra dá à simbologia, principalmente cristã. Tal para mim não era óbvio no início, contudo, às tantas, comecei a dar-me conta da enorme carga de símbolos presente no anime (não li a manga, mas como sei que a história não difere em quase nada - talvez a manga tenha poucos pormenores a mais que o anime - arrisco-me a dizer que o mesmo se passa na banda desenhada). Pensei, reflecti e pesquisei no "Dicionário dos Símbolos", de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, cujas transcrições estão marcadas com um asterisco, e, com a ajuda dos meus irmãos e do meu amigo João, tirei conclusões, que passo a apresentar de seguida, acompanhadas de imagens da série.

É fundamental frisar que, apesar de parte deste registo corresponder ao que é explicitamente mostrado em Death Note, algumas destas anotações são probabilidades/hipóteses ou pontos de vista pessoais.

- Rosa - Segundo abertura (What's Up People?!) - A rosa é, na iconografia cristã (...) o cálice que recolhe o sangue de Cristo (...)*

Misa aparece deitada sobre rosas, misturando-se com elas; ela é o suporte de Light e, sem a sua colaboração, ele não poderia atingir os seus objectivos tão facilmente. Entenda-se aqui que Light é o deus do novo mundo (Deus na Terra = Cristo). Deste modo, Misa recolhe o sangue de Light (ela sente na pele as consequências das ambições dele, embora tenha admitido que a única maneira de estar feliz era a seu lado, fazendo tudo o que estivesse ao seu alcance para o fazer feliz também);


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- Rosa azul - Segunda abertura (What's Up People?!) - Uma rosa azul seria o símbolo do impossível.*

É impossível para Light ser Cristo/Deus na Terra - não só é pecador, como possui um poder limitado quando utiliza o Death Note (atributos que são negados a uma entidade superior) - tal como o é a sua ambição (o facto de alguma vez poder construir um mundo perfeito);


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- Número 13 - Episódio 25 - Aparece quando se faz referência à regra falsa do Death Note, inventada por Ryuk: Se o dono do Death Note não matar dentro de 13 dias, depois ter lá escrito o nome de alguém, ele morre; Episódio 37 - Enquanto procuram por Light, Matsuda, Aizawa, Ide e Mogi reúnem-se ao pé do armazém nº 13 - Desde a antiguidade que o número 13 tem sido considerado como de mau agoiro. (...) Na última refeição de Cristo com os seus apóstolos, a Última Ceia, os presentes eram treze. A Cabala enumerava 13 espíritos do mal. O 13º capítulo do Apocalipse é o do Anticristo e da Besta. (...) De uma forma geral, este número corresponde a um recomeço, com este matiz pejorativo de que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer.*

No episódio 25 e 37, o número 13, cuja significação é atribuída ao mau agoiro e à morte (lembre-se que a carta de Tarot A Morte é o décimo terceiro Arcano Maior), surge pouco tempo antes de L falecer (ele já tinha ficado intrigado com esta regra do Death Note) e de Light morrer, respectivamente. Além disso, apesar de Light se considerar o deus do novo mundo, ele, no fundo, acaba por se revelar um Anticristo, pois trata-se de alguém que se opõe a Jesus Cristo em relação ao modo como faz o Bem e que, segundo a tradição Cristã, dominará o mundo nos últimos dias, antes que Cristo regresse pela segunda vez. Pode dizer-se que, em Death Note, o número 13 corresponde a um recomeço, que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer pois, logo após a morte do L, Light, ressuscitado, volta a agir em liberdade, como Kira, e, assim que Light morre, pressupõe-se não um surgimento de um novo mundo, mas sim uma reconstrucção do mesmo, isto é, uma mudança gradual, no sentido de se viver sem Kira;


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- Corvo - Primeiro encerramento (Alumina) e segunda abertura (What's Up. People?!) - Parece concluir-se de um estudo comparativo de costumes e crenças de numerosos povos que o simbolismo do corvo só recentemente adquiriu o seu aspecto puramente negativo (...) É considerado, com efeito, nos sonhos, como uma figura de mau agoiro, ligado ao medo da infelicidade. (...) no Japão, ele é (...) um mensageiro divino (...) Símbolo da perspicácia, no «Génesis» (8,7), é ele que vai verificar se a terra começa, após o dilúvio, a reaparecer por cima das águas (...) na Grécia (...) acreditava-se que eram dotados de poder de conjurar a má sorte. O corvo aparece muitas vezes nas lendas célticas onde desempenha um papel profético. (...) Ele seria também um símbolo da solidão, ou melhor, do isolamento voluntário daquele que decidiu viver num plano superior. (...) guia das almas na sua última viagem, pois, sendo psicopompo, ele penetra, sem se perder, o segredo das trevas.*

Remetendo a simbologia do corvo para Death Note, a sua ligação à infelicidade e ao poder de trazer má sorte poderá estar relacionada com o aviso que Ryuk fez a Light assim que este começou a aperceber-se do poder que tinha nas mãos: para aquele que utilizasse o "Death Note", só podia ser esperado um final trágico. Ainda assim, Light comporta-se, de facto, como um mensageiro divino (alguém enviado por Deus para fazer Justiça), dotado de grande perspicácia (ele, afinal, é um génio), que vive num plano superior, a que só ele pertence (tem mais poder que todos os que estão à sua volta, decidindo, assim, qual o seu destino). Esta ideia de possuir um poder divino e superior é transmitida por imagens da Zetsubou Billy: ele passa pelos automóveis sem sofrer qualquer dano e caminha numa direcção oposta à de todas as pessoas;


Imagens da Alumina:


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Imagem da What's Up, People?!:


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Imagens da Zetsubou Billy:


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- Maçã - Aberturas (The World e What's Up, People?!), primeiro encerramento (Alumina) e ao longo da série - Trata-se (...) duma forma de conhecimento, mas que é ora o fruto da Árvore da Vida, ora o da árvore da Ciência do bem e do mal: conhecimento unificador que confere a imortalidade, ou conhecimento separador, que provoca a «queda». (...) «comer a maçã significa (...) abusar da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar, da sua liberdade para o fazer.(...)»*

A imagem da maçã, aparecida tantas vezes, ilustra a grandiosidade da sabedoria de Light que, mal utilizada, traz consequências irreversíveis (mais uma vez, alusão ao seu final trágico - a sua morte). Ao ser dono do Death Note, acede ao conhecimento separador, que provoca a «queda»). Light trinca a maçã em The World, ou seja, abusa da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar (em vez de se restringir à eliminação daqueles que causam o caos e a desordem, deseja suprimir também os que se lhe opõem, dado que são pessoas que negam a existência de Kira como deus), da sua liberdade para o fazer (liberdade construída com base em esquemas mentais que é capaz de elaborar graças à inteligência que tem e que lhe permitem escapar aos golpes dos inimigos). Contudo, durante a série, Light oferece as maçãs a Ryuk, que as come - o Shinigami conhece, deseja e faz o mal, só que de uma forma mais discreta do que Light, isto é, divertindo-se com a tragédia que tem o seu início assim que Light se assume como dono do Death Note.


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A cena de Light a estender uma maçã a Ryuk, em The World, pode ser associada à famosa pintura de Miguel Ângelo, A Criação Do Homem, que se encontra representada na abóbada da Capela Sistina, em Roma. Em Death Note, pode dar-se outro significado: Ryuk, o
Shinigami, encontra-se por cima de Light, representando o papel de Deus, pois Ryuk criou Kira, que é Light. Na sua mão, encontra-se uma maçã, provavelmente um símbolo de oferenda por parte de Light por Ryuk o ter transformado num deus;


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- Cruz - Primeira e segunda aberturas (The World e What's Up, People?!, respectivamente) e segundo encerramento (Zetsubou Billy) - A cruz possui também o valor dum símbolo ascensional. (...) A tradição cristã enriqueceu prodigiosamente o simbolismo da cruz, condensando nesta imagem a história da salvação e da paixão do Salvador. A cruz simboliza o Crucificado, o Cristo, o Salvador, o Verbo, a segunda pessoa da Trindade.*

Light ascende cada vez mais, deduzindo-se que a sua queda será bastante grande, o que acaba por se confirmar (em Zetsubou Billy, Light está a subir num elevador, até que, no final da música, aparece como que derrotado, entendido no chão, num estado de choque/aflição). Ele é o crucificado (arrisca a sua segurança, e até a vida, pelo Bem no mundo), o cristo (deus na Terra, como já foi referido anteriormente) e o salvador (o indicado para fazer Justiça e construir um mundo melhor);


Imagem da The World:


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Imagem da What's Up, People?!:


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Imagens da Zetsubou Billy:



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- Sinos (som dos) - Episódio 25 - L, durante o episódio inteiro, diz que ouve o barulho dos sinos - (...) o Cânone budista pali compara as «vozes» divinas com o «som de um sino de ouro». (...) Mas o barulho dos sinos (...) tem universalmente um poder de exorcismo e de purificação: afasta as más influências, ou pelo menos avisa da sua aproximação. (...) A campainha (...) simboliza o chamamento divino, em todo o caso uma comunicação entre o céu e a terra. (...) o sino tem também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.*

Após ouvir o som dos sinos durante algum tempo, L morre. A ligação entre este barulho e a aproximação da morte é algo que muitas vezes é demonstrado em anime (como, por exemplo, em Shinigami no Ballad);


- Lua cheia - Primeira abertura (The World) e ao longo da série - Antes de mais nada, convém lembrar que a lua influencia fortemente o ser humano. Passando do geral para o concreto, a lua cheia (ou seja, quando está totalmente radiante e cheia de luz) simboliza a realização dos projectos (surge, muitas vezes, quando Light triunfa numa determinada situação).


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Curiosa é a última imagem da lua na série: em vez de aparecer cheia, está no quarto minguante, o que pode significar que a era de Kira acabou, que os seus planos terminaram;


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- Naomi com Raye Penber nos braços - Primeira abertura (The World) - Imagem alusiva à Pietá de Miguel Ângelo;



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- Traição - Na Bíblia, Judas trai Jesus e, por causa disso, Ele acaba por ser Crucificado. Este facto pode ser comparado a Death Note, na medida em que é devido à traição de Mikami (o facto de ter matado Takada sem ordens para isso) que Near acaba por descobrir o verdadeiro Death Note e, assim, ficar por cima de Light;


- Portões dourados - Segundo encerramento (Zetsubou Billy) - Podem ser vistos como os Portões para o Paraíso porque ser deus é o principal objectivo de Light;


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- L limpa os pés a Light - Episódio 25 - A cerimónia do lava pés, contada na Bíblia, tem lugar antes da Última Ceia, e é quando Jesus lava os pés aos seus discípulos, como sinal de humildade e de honra para com eles. Em Death Note, L limpa os pés a Light, pouco tempo antes da sua morte: apesar de aqui o papel de Cristo ser desempenhado por L, tal não é inconveniente, pois, ao agir assim perante Light, L mostra respeito e admiração por alguém que ele, no fundo, admite ser superior a ele.


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Antes de finalizar, gostaria de dar a entender que todas as palavras que citei ao longo do post têm uma simbologia muito mais abrangente do que a indicada. O que se coloca aqui em questão é o facto de não fazer sentido indicar significações que não estivessem de acordo com a possível finalidade em Death Note de mostrar e fazer referência a determinados símbolos.

Concerto dos Tempura na sede da ANIPOP


"Dia 17 - Concerto dos Tempura «Ore wa zettai ni makene!»"

Este foi o meu nickname do Messenger, assim que soube que o concerto desta banda portuguesa, que toca e canta covers de anime (originais e em português) e de música japonesa, iria ser adiado (provavelmente) para sábado, dia 17 de Março do ano 2007, por causa de um rebentamento de canos na sede da ANIPOP, em Paço de Arcos, onde eles actuariam (não tenho a certeza se consegui escrever correctamente, em japonês, "Não perco isto por nada!").


E assim foi. A partir das 21 horas, mais ou menos 50 pessoas puderam assistir, durante uma hora e meia, ao concerto acústico dos Tempura. Foi um prazer ouvir a linda voz da Meruru (a vocalista anterior), assim como testemunhar o excelente trabalho feito pelo Pancadas e pelo Kenshin que, para além de tocarem viola, enriqueciam as músicas, cantando, acompanhando a voz da vocalista de vez em quando.


Naquele cantinho da sede, porventura, acolhedor (não só devido à iluminação, como também ao calor do público), os Tempura brilharam, esforçando-se para fazer o seu melhor. Prova disso foi o facto de, quando o concerto fora dado (supostamente) por terminado, o público não ter resistido em pedir mais duas músicas, que, obviamente, seriam improvisadas. Espantoso foi não terem parecido! É verdade. As músicas-surpresa foram o Medley de Dragon Ball em português (quase implorado pelo Blaze) e o tema do filme "A Princesa Mononoke".


Outras músicas com as quais os Tempura actuaram foram a "1/2", a "Sanbun no Junjou na Kanjou" e o Medley instrumental de Rurouni Kenshin, a "Duvet" de Serial Experiments Lain, a "Platinum" de Cardcaptor Sakura, o tema em português de Sailor Moon, etc.


Uma surpresa para a banda (mas disto não tenho a certeza) foi a grande participação do público no momento em que as músicas em português enchiam a sede: as músicas da infância são mesmo irresistíveis. Também não faltou o grito "Saint Seiya!!!" quando os Tempura tocaram a primeira abertura da série.


Não foram só os Tempura que ficaram surpreendidos: o momento mais cómico da noite foi quando, por alguns segundos, arriscaram (ou fizeram uma tentativa de) fazer uma versão fado de uma música japonesa (da qual não me recordo). O público só ria. Foi algo imprevisível. Mesmo assim, eles estiveram muito bem.


Sem dúvida, este dia vai ficar para sempre na memória. A voz da Meruru é daquelas que arrepia, algo característico de um cantor verdadeiramente talentoso. Muitas das músicas ficam mais bonitas quando cantadas por ela. Na minha opinião, foi o que sucedeu com a segunda abertura de Rurouni Kenshin, apesar de não ser este o único caso. É quando gostamos muito de uma música mas não da voz de quem a canta ou da maneira como ela é cantada. Felizmente, os Tempura podem, agora, resolver esse problema.



Sempre a apoiar-vos, Tempura!