16 de setembro de 2011

O Natal no Japão




No Japão, o Natal é um pouco diferente do que estamos habituados.

Apesar de muitos japoneses não saberem do que trata o Natal, nem conhecerem a sua ligação com a religião, a maioria das pessoas segue o Budismo ou o Xintoísmo, o que torna o Natal um acontecimento mais comercial que religioso. Outra diferença entre o nosso Natal e o dos japoneses é o facto de se celebrar mais a véspera que o próprio dia de Natal, realidade exemplificada ao longo deste texto.

A partir do final de Novembro, só se ouve músicas de Natal nas lojas e as ruas começam a ser preenchidas de publicidade relacionada com a temática natalícia, sendo comum haver cartazes sobre determinados restaurantes e hotéis a anunciar jantares e espectáculos especiais, invocando um clima romântico para a véspera e dia de Natal.

Há dois costumes peculiares do Natal no Japão: o Daiku e o Bolo de Natal. O primeiro está relacionado com a Nonagésima Sinfonia de Beethoven, que é tocada em vários lugares, às vezes acompanhada por coros enormes, sendo já uma tradição; o segundo é considerado uma bênção para a indústria de bolos japonesa porque todas as pessoas compram um, sendo uma sobremesa indispensável para esta época.

No entanto, por detrás do costume do Bolo de Natal, esconde-se uma piada de mau gosto que se resume no seguinte: as pastelarias procuram vender todos os bolos de Natal antes do dia 24. Deste modo, os que sobram são considerados velhos e estando fora da validade. Por causa disto, mulheres com mais de 25 anos muitas vezes são chamadas de bolos de Natal não vendidos.

Falando em mulheres, principalmente para as que são solteiras, é crucial passar a véspera de Natal na companhia de alguém, num lugar especial, sendo também importante o presente que recebem. Resumindo, todo o serão deverá ser romântico e esplendoroso.

Outra característica do Natal no Japão é o facto de, dentro de uma família, serem os pais a dar presentes às crianças e não estas a darem aos pais, pois apenas o Pai Natal traz presentes, por isso, assim que as crianças deixam de acreditar no Pai Natal, deixam de receber presentes.

Uma (ou mais outra) curiosidade está relacionada com a árvore de Natal: não há pinheiros verdadeiros à venda, apesar de praticamente todas as famílias terem uma árvore de Natal artificial.

Ainda assim, o que mais me impressiona é a velocidade a que as iluminações de Natal nas lojas e locais de comércio aumentam anualmente: um missionário no Japão afirmou que, num período de 7 anos, elas aumentaram aproximadamente 1000%, e que ainda era raro ver o interior das casas com este tipo de iluminações.

Este post contém poucos tópicos sobre o tema e admito ter sido esta a primeira vez que pesquisei sobre o Natal no Japão. De qualquer forma, acho que foi uma experiência divertida e é por isso que vos incentivo a todos a informarem-se sobre esta tradição a la japonesa.

3 de junho de 2011

Death Note


Género(s): Detective, Shounen, Thriller

Número de episódios: 37

Ano: de 04/10/2006 a 27/06/2007

Classificação pessoal: 10/10




- O ser humano, cujo nome seja aqui registado, morrerá;
- O escritor deverá ter em mente o rosto do seu alvo enquanto escreve o seu nome. Desta maneira, as pessoas que têm o mesmo nome não serão afectadas;
- Se a causa de morte for anotada num período de 40 segundos depois de o nome do alvo ter sido escrito, verificar-se-á;
- Se a causa de morte não for especificada, o sujeito simplesmente morrerá com um ataque cardíaco;
- Depois de ter sido escrita a causa de morte, os seus detalhes poderão ser-lhe acrescentados num espaço de 6 minutos e 40 segundos.
in Death Note


Light Yagami é o protagonista de Death Note. É um excelente aluno e ressente-se com o crime e a corrupção que há no mundo. A sua vida monótona sofre uma grande transformação quando, ao regressar da escola depois de mais um dia de aulas, encontra um caderno misterioso caído no chão que tem na capa escrito Death Note.

Abre-o. À sua frente está uma página que contém as regras de utilização. Primeiramente, concentra-se na primeira: O ser humano, cujo nome seja aqui registado, morrerá. Light considera o que acabou de ler uma estupidez mas, ao chegar a casa, senta-se na secretária e volta a olhar para as instruções: O escritor deverá ter em mente o rosto do seu alvo enquanto escreve o seu nome. Desta maneira, as pessoas que têm o mesmo nome não serão afectadas; se a causa de morte for anotada num período de 40 segundos depois do nome do alvo ter sido escrito, verificar-se-á; se a causa de morte não for especificada, o sujeito simplesmente morrerá com um ataque cardíaco; depois de ter sido escrita a causa de morte, os seus detalhes poderão ser-lhe acrescentados num espaço de 6 minutos e 40 segundos.

Mesmo assim, não está convencido. Precisa de verificar se o que lera é real. Através do noticiário da televisão, são-lhe fornecidos dados importantes: o nome e uma fotografia de um assassino. O Death Note é, deste modo, testado. Light conclui que estivera errado. Mas, para ter a certeza que não fora uma coincidência, testa-o de novo, desta vez com uma outra situação: um rapaz que estava prestes a violar uma rapariga na rua.

O resultado não engana: o Death Note é mesmo real. Light entusiasma-se com a ideia de eliminar todos aqueles que fazem o mal, estabelecendo para si um único objectivo: ser o deus de um novo mundo.L

Com o passar do tempo, o número anormal de mortes inexplicáveis começa a chamar a atenção da Organização Internacional da Polícia e um detective, com um nível de inteligência e capacidade de raciocínio impressionantes, conhecido por L, chega à conclusão que Kira (palavra derivada da pronúncia japonesa de killer) se encontra no Japão e que é capaz de matar, conhecendo apenas o nome e o rosto do seu alvo.

L vai tornar-se numa grande ameaça para Light e, deste modo, cada um, fazendo uso das suas qualidades de génio, terá que provar ao outro quem é superior.

FIBDA 04.11.06


O ponto de encontro foi na varanda do Centro Comercial Vasco da Gama. Entre as 10:30 e as 11 horas, todos os cosplayers (e acompanhantes) se reuniriam e, desse modo, começaria o dia. Apesar de a maioria não ter comparecido, tive a felicidade de poder ir, graças à boleia da minha amiga Ana Raquel. Foi um início de tarde bem passado: pudemos conviver (conversar, estar mais à vontade...) e começar a dar uso às máquinas fotográficas (que são indispensáveis neste tipo de eventos).

Por volta das 13 horas, abandonámos o centro, em grupo, e assim iríamos de metro até Alfornelos. Chegando lá, um quarto de hora a pé. E voilá: a FIBDA (Feira Internacional de Banda Desenhada da Amadora) diante de nós, o local que nos iria proporcionar ainda mais diversão e atrofianço (atrofiar é bom e faz falta).

"Quem fosse vestido da sua personagem favorita de BD não paga a entrada", era o que dizia um papel afixado na porta (bastava ir de qualquer coisa, ninguém iria adivinhar se se trataria de um personagem favorito ou não). Havia camarins, lojas e um palco ao nosso dispor. O dia estava ganho. Reunimo-nos com aqueles que tinham ido lá ter previamente e aguardámos pelo início do desfile.

Infelizmente, o espectáculo atrasou e não houve tempo para fazer skits (que normalmente dão cor a um desfile de cosplay, além de ser uma oportunidade para os personagens de determinada série se juntarem e interagirem). No entanto, só a passagem de múltiplos personagens de anime/manga pelo palco (não esquecendo um Iron Man, que se destacou só pelo simples facto de ser um personagem de banda desenhada americana, caso raro em cosplay) foi necessária para viver um momento excepcional e agradável. Todos os cosplayers estiveram de parabéns.

Nos anos seguintes houve mais.

E, actualmente, ainda perdura.



O grupo de Naruto

30 de abril de 2011

Action figures - Porquê tanta tentação?


Um dia tive a oportunidade de dar uma voltinha no Colombo, dado o facto de os meus professores do seminário Profissões de Comunicação terem faltado. Nessa tarde, não tinha a intenção de comprar nada; só coscuvilhar e lanchar uma bela fanoca de bolo de bolacha no Il Caffe Di Roma. Contudo, ao passar pela Replay Zone, com o intuito de levar apenas um booster de cartas Yu-Gi-Oh!, qual é o meu espanto ao deparar-me com os novos produtos da loja: action figures (ainda por cima de Bleach)!!! Logicamente, não saí da loja de mãos vazias: escolhi, paguei e fui rumo a casa.

Não postei este pequeno episódio por acaso: o meu verdadeiro objectivo é falar/comentar sobre a magia que envolve estes bonecos que para nada mais servem do que ficar, ali, na prateleira, à espera que alguém lhes dê atenção (e, deste modo, a colecção aumenta).

Creio que, quando se planeia gastar dinheiro, há sempre motivos diferentes para o fazer. Neste caso concreto, aponto os que considero dominantes: paixão imensa por determinado personagem (com a sua action figure, sentimo-nos mais perto dele) e o gosto em coleccionar (ficamos satisfeitos só de constatar que a prateleira está com cada vez menos espaço).

Pessoalmente, estas duas razões levam-me a continuar a querer comprar action figures. O preço também é importante mas, por vezes, não é para isso que se olha mais (já vi um boneco a ser vendido à minha frente por 70 e tal euros mas sei que há situações mais graves, no bom sentido).

Sendo assim, haverá mesmo magia? Ou é tudo perfeitamente justificável? Ficam as perguntas. Mas não vou acabar o post sem dar a minha resposta: na verdade, temos motivos bem válidos para comprar as action figures, no entanto, porque é que, mesmo que a carteira esteja vazia, nos prendemos às montras? Ou observamos com pormenor um artigo que nem sequer fazemos intenção de comprar? No meu entender, são a perfeição e a beleza deste tipo de arte que criam a magia que a envolve; é um tipo de magia diferente do das varinhas de condão... mas não deixa de o ser.


26 de abril de 2011

ANIPOP V


A Casa da Juventude do Parque das Nações abriu as suas portas ao ANIPOP V no dias 15 a 17 de Setembro de 2006. Foi um momento bastante aguardado, pois em Novembro de 2005 já sabíamos que o evento seguinte da Anipop - AJACJ (Associação Juvenil de Animação e Cultura Japonesa) se realizaria nesta data.

Sexta-feira - Pouca afluência. Oportunidade única para começar a fazer compras. Desta vez, tinham sido disponibilizadas bancas a algumas lojas como a Naraneko e a Casa da BD. O karaoke foi o ponto alto da noite, tendo-se ouvido no auditório músicas como Undo de Fullmetal Alchemist, Hikari de Kingdom Hearts, Go!! de Naruto, Suteki Da Ne de Final Fantasy X, entre outras. Houve bons e maus cantores, mas o que importa é que todos se divertiram.

Sábado - Dia de maior afluência e actividade. Apesar de o concurso de cosplay ter sido apenas no domingo, os otaku tiveram a oportunidade de fotografar muitos personagens, quer de anime, quer de jogos (e ainda estrelas da j-pop e j-rock). Quem estivesse interessado, podia participar, ora no Workshop de Caracterização, ora no de Aikido, ou ainda no Otaku mais fraco ou no torneio de jogos. Mais uma vez, a noite foi o grande momento do dia, devido à actuação dos Tempura, uma banda dedicada a covers de músicas japonesas que deixaram marca (por se tratarem, na sua maioria, de temas abertura ou encerramento de anime). Seguiu-se-lhe o karaoke, mais concorrido do que no dia anterior.

Domingo - Dia dedicado à repetição dos workshops e ao concurso de cosplay. Desfilaram mais de 40 cosplayers, no entanto, a tarde foi pobre relativamente à quantidade (e não à qualidade) de skits, quer individuais, quer de grupo. Todavia, todos estiveram de parabéns, pois, como já várias pessoas tinham dito, no ano 2006 foram bastante notórios o esforço e a dedicação relativamente aos fatos criados.

Na minha opinião, este evento, apesar de ter sido diferente em relação ao Re:Anipop no que diz respeito às actividades e horários das mesmas, foi igualmente positivo porque, essencialmente, não faltou diversão, nem convívio.

Este post está acompanhado por uma foto de grupo de cosplay, dada a importância que este teve (e sempre terá), pois não há dúvida que é o que dá cor a um evento dedicado a anime e cultura japonesa.