16 de setembro de 2011

Shogatsu




Este post dedica-se, exclusivamente, a uma introdução ao shogatsu (Ano Novo no Japão).

A preparação para esta época festiva tem início a meio do mês de Dezembro, com as pessoas a escrever os postais de Ano Novo, que depois são enviados aos colegas, amigos e familiares. Parece inacreditável, mas é um facto que as pessoas, às quais é enviado um postal, o recebem precisamente no dia 1, daí alguns estudantes ajudarem no serviço responsável pela entrega, num trabalho em part-time.

Na verdade, apesar do dia oficial ser dia 1, os japoneses vivem o Ano Novo como sendo uma época que começa no dia 31 de Dezembro e termina no dia 3 de Janeiro. Para eles, o dia 1 é o feriado mais importante do ano, apesar de muitas lojas estarem fechadas até dia 3. Nesse dia, tudo tem que estar limpo (os templos, as casas e as roupas que vestem), a família tem que estar reunida e viver momentos de alegria, sem stress. Cada ano é visto como algo isolado, independente dos outros, sendo este um dos motivos que leva os japoneses a querer começar o ano da melhor maneira possível.
Na véspera, come-se toshikoshi soba (massa de trigo), que simboliza a longevidade e prosperidade, e assiste-se ao programa televisivo Kohaku uta gassen, no qual cantores famosos de música pop japonesa e do estilo enka (música da geração anterior, cujos temas são a nostalgia e o amor infeliz) actuam.




Faz parte da tradição visitar um templo, sendo o momento da passagem do ano aquele que reúne mais pessoas para o ritual. À meia-noite, os sinos dos templos budistas começam a tocar. Nos templos, os japoneses atiram moedas e notas para os degraus, como sinal de oferta. Batem palmas duas vezes (para invocar os deuses), fazem uma pequena vénia e rezam, pedindo um desejo. De seguida, aqueles que procuram saber a sorte que o novo ano lhes reserva, vão a uma das tendas onde está uma donzela responsável pelo templo, vestida com um quimono branco, à sua espera. Pagam uma pequena soma de dinheiro e, à sua frente, a donzela abana uma caixa cheia de paus de bambu numerados, até que saia um deles pelo orifício do topo. Depois entrega ao visitante um papel com o seu número da sorte e o correspondente significado que, normalmente, é atado a um tronco de uma árvore perto do templo.

Antes de irem para casa, as pessoas podem comprar um amuleto de boa sorte

Já de regresso, é comum dar as boas-vindas ao novo ano em casa. Algo curioso que descobri foi que, antes de adormecerem, os japoneses esperam sonhar com o monte Fuji, uma beringela ou um falcão, porque isso significa um bom presságio para o novo ano.

Nota: Akemashite Omedetou Gozaimasu significa Feliz Ano Novo.

Silent Night

清し この夜 星は光り
救いの御子(みこ)は 馬槽(まぶね)の中に
眠り給う いと安く
清し この夜 御告(みつ)げ受けし
牧人達は 御子の御前(みまえ)に
ぬかずきぬ かしこみて
清し この夜 御子の笑みに
恵みの御代(みよ)の 朝(あした)の光
輝けり ほがらかに

Kiyoshi kono yoru, hoshi wa hikari,
Sukui no Miko wa, mabune no naka ni,
Nemuri-tamo, ito yasuku.

Kiyoshi kono yoru, mitsuge ukeshi,
Maki-bito tachi wa, Miko no mimae ni,
Nukazukinu, kashikomite.

Kiyoshi kono yoru, Miko no emi ni,
Megumi no miyo no, ashita no hikari,
Kagayakeri, hogarakani.

P.S. - Se quiserem uma versão cantada desta música, peçam, comentando este post, caso estejam interessados na Kiyoshi Kono Yoru de Digimon 02.

O Natal no Japão




No Japão, o Natal é um pouco diferente do que estamos habituados.

Apesar de muitos japoneses não saberem do que trata o Natal, nem conhecerem a sua ligação com a religião, a maioria das pessoas segue o Budismo ou o Xintoísmo, o que torna o Natal um acontecimento mais comercial que religioso. Outra diferença entre o nosso Natal e o dos japoneses é o facto de se celebrar mais a véspera que o próprio dia de Natal, realidade exemplificada ao longo deste texto.

A partir do final de Novembro, só se ouve músicas de Natal nas lojas e as ruas começam a ser preenchidas de publicidade relacionada com a temática natalícia, sendo comum haver cartazes sobre determinados restaurantes e hotéis a anunciar jantares e espectáculos especiais, invocando um clima romântico para a véspera e dia de Natal.

Há dois costumes peculiares do Natal no Japão: o Daiku e o Bolo de Natal. O primeiro está relacionado com a Nonagésima Sinfonia de Beethoven, que é tocada em vários lugares, às vezes acompanhada por coros enormes, sendo já uma tradição; o segundo é considerado uma bênção para a indústria de bolos japonesa porque todas as pessoas compram um, sendo uma sobremesa indispensável para esta época.

No entanto, por detrás do costume do Bolo de Natal, esconde-se uma piada de mau gosto que se resume no seguinte: as pastelarias procuram vender todos os bolos de Natal antes do dia 24. Deste modo, os que sobram são considerados velhos e estando fora da validade. Por causa disto, mulheres com mais de 25 anos muitas vezes são chamadas de bolos de Natal não vendidos.

Falando em mulheres, principalmente para as que são solteiras, é crucial passar a véspera de Natal na companhia de alguém, num lugar especial, sendo também importante o presente que recebem. Resumindo, todo o serão deverá ser romântico e esplendoroso.

Outra característica do Natal no Japão é o facto de, dentro de uma família, serem os pais a dar presentes às crianças e não estas a darem aos pais, pois apenas o Pai Natal traz presentes, por isso, assim que as crianças deixam de acreditar no Pai Natal, deixam de receber presentes.

Uma (ou mais outra) curiosidade está relacionada com a árvore de Natal: não há pinheiros verdadeiros à venda, apesar de praticamente todas as famílias terem uma árvore de Natal artificial.

Ainda assim, o que mais me impressiona é a velocidade a que as iluminações de Natal nas lojas e locais de comércio aumentam anualmente: um missionário no Japão afirmou que, num período de 7 anos, elas aumentaram aproximadamente 1000%, e que ainda era raro ver o interior das casas com este tipo de iluminações.

Este post contém poucos tópicos sobre o tema e admito ter sido esta a primeira vez que pesquisei sobre o Natal no Japão. De qualquer forma, acho que foi uma experiência divertida e é por isso que vos incentivo a todos a informarem-se sobre esta tradição a la japonesa.

3 de junho de 2011

Death Note


Género(s): Detective, Shounen, Thriller

Número de episódios: 37

Ano: de 04/10/2006 a 27/06/2007

Classificação pessoal: 10/10




- O ser humano, cujo nome seja aqui registado, morrerá;
- O escritor deverá ter em mente o rosto do seu alvo enquanto escreve o seu nome. Desta maneira, as pessoas que têm o mesmo nome não serão afectadas;
- Se a causa de morte for anotada num período de 40 segundos depois de o nome do alvo ter sido escrito, verificar-se-á;
- Se a causa de morte não for especificada, o sujeito simplesmente morrerá com um ataque cardíaco;
- Depois de ter sido escrita a causa de morte, os seus detalhes poderão ser-lhe acrescentados num espaço de 6 minutos e 40 segundos.
in Death Note


Light Yagami é o protagonista de Death Note. É um excelente aluno e ressente-se com o crime e a corrupção que há no mundo. A sua vida monótona sofre uma grande transformação quando, ao regressar da escola depois de mais um dia de aulas, encontra um caderno misterioso caído no chão que tem na capa escrito Death Note.

Abre-o. À sua frente está uma página que contém as regras de utilização. Primeiramente, concentra-se na primeira: O ser humano, cujo nome seja aqui registado, morrerá. Light considera o que acabou de ler uma estupidez mas, ao chegar a casa, senta-se na secretária e volta a olhar para as instruções: O escritor deverá ter em mente o rosto do seu alvo enquanto escreve o seu nome. Desta maneira, as pessoas que têm o mesmo nome não serão afectadas; se a causa de morte for anotada num período de 40 segundos depois do nome do alvo ter sido escrito, verificar-se-á; se a causa de morte não for especificada, o sujeito simplesmente morrerá com um ataque cardíaco; depois de ter sido escrita a causa de morte, os seus detalhes poderão ser-lhe acrescentados num espaço de 6 minutos e 40 segundos.

Mesmo assim, não está convencido. Precisa de verificar se o que lera é real. Através do noticiário da televisão, são-lhe fornecidos dados importantes: o nome e uma fotografia de um assassino. O Death Note é, deste modo, testado. Light conclui que estivera errado. Mas, para ter a certeza que não fora uma coincidência, testa-o de novo, desta vez com uma outra situação: um rapaz que estava prestes a violar uma rapariga na rua.

O resultado não engana: o Death Note é mesmo real. Light entusiasma-se com a ideia de eliminar todos aqueles que fazem o mal, estabelecendo para si um único objectivo: ser o deus de um novo mundo.L

Com o passar do tempo, o número anormal de mortes inexplicáveis começa a chamar a atenção da Organização Internacional da Polícia e um detective, com um nível de inteligência e capacidade de raciocínio impressionantes, conhecido por L, chega à conclusão que Kira (palavra derivada da pronúncia japonesa de killer) se encontra no Japão e que é capaz de matar, conhecendo apenas o nome e o rosto do seu alvo.

L vai tornar-se numa grande ameaça para Light e, deste modo, cada um, fazendo uso das suas qualidades de génio, terá que provar ao outro quem é superior.

FIBDA 04.11.06


O ponto de encontro foi na varanda do Centro Comercial Vasco da Gama. Entre as 10:30 e as 11 horas, todos os cosplayers (e acompanhantes) se reuniriam e, desse modo, começaria o dia. Apesar de a maioria não ter comparecido, tive a felicidade de poder ir, graças à boleia da minha amiga Ana Raquel. Foi um início de tarde bem passado: pudemos conviver (conversar, estar mais à vontade...) e começar a dar uso às máquinas fotográficas (que são indispensáveis neste tipo de eventos).

Por volta das 13 horas, abandonámos o centro, em grupo, e assim iríamos de metro até Alfornelos. Chegando lá, um quarto de hora a pé. E voilá: a FIBDA (Feira Internacional de Banda Desenhada da Amadora) diante de nós, o local que nos iria proporcionar ainda mais diversão e atrofianço (atrofiar é bom e faz falta).

"Quem fosse vestido da sua personagem favorita de BD não paga a entrada", era o que dizia um papel afixado na porta (bastava ir de qualquer coisa, ninguém iria adivinhar se se trataria de um personagem favorito ou não). Havia camarins, lojas e um palco ao nosso dispor. O dia estava ganho. Reunimo-nos com aqueles que tinham ido lá ter previamente e aguardámos pelo início do desfile.

Infelizmente, o espectáculo atrasou e não houve tempo para fazer skits (que normalmente dão cor a um desfile de cosplay, além de ser uma oportunidade para os personagens de determinada série se juntarem e interagirem). No entanto, só a passagem de múltiplos personagens de anime/manga pelo palco (não esquecendo um Iron Man, que se destacou só pelo simples facto de ser um personagem de banda desenhada americana, caso raro em cosplay) foi necessária para viver um momento excepcional e agradável. Todos os cosplayers estiveram de parabéns.

Nos anos seguintes houve mais.

E, actualmente, ainda perdura.



O grupo de Naruto