12 de abril de 2011

Meeting de otaku!





Soube assim do nada: "Sábado (já não me lembro de qual), às 15 horas, na secção de manga, na FNAC do Colombo, vai haver um encontro de fãs de anime/manga".

"Quanto tempo dura?"

"O que vamos fazer?"

Comecei a informar os meus amigos do que ia passar-se nesse fim-de-semana. Eles, pelo menos, iriam, e mais a pessoa que me tinha avisado do meeting. No entanto, às 14 horas, ao sair de casa, ainda sentia que partia para o desconhecido.

Cheguei lá. Pouco passava da hora combinada. O espaço reservado para o encontro estava relativamente vazio: num canto, mais ou menos 6 pessoas liam manga (suponho eu); noutro, um pequeno grupo falava de anime (ouvi alguém mencionar Sailor Starlight e Fullmetal Alchemist) e nós (eu, uma amiga e o meu irmão) folheávamos as bandas desenhadas japonesas, comentando personagens e histórias, sempre observando, desconfiados, à espera que mais alguém aparecesse, ou metesse conversa, ou questionando se aquele meeting iria mesmo realizar-se.

Comecei a ouvir pessoas a aproximar-se.

"Viriam ao encontro?"

- Que gira a tua t-shirt!!! - gritou uma fã, apontando para a camisola do Gaara do meu irmão. - Reconheço-te! Estiveste no Anipop? - voltou ela a dizer.

Num período de 5 minutos, o grupo compôs-se (o meeting era oficial!!!). Toda a gente convivia e trocava opiniões sobre anime e não só. Eu, tímida por natureza, consegui juntar-me facilmente. Partilhávamos todos gostos comuns - anime, manga, cultura japonesa. Começou a formar-se um ambiente agradável, repleto de simpatia e boa disposição.

Na loja, quase nos mandaram embora quando nos repreenderam "Estão a fazer muito barulho!". Mas, felizmente, tínhamos outros planos. Iríamos à TEMA, à Replay Zone e, quiçá, ao Fun Center. O que era certo é que ninguém ia deixar que aquele encontro perdesse a magia que o envolvia.

E assim foi. De um lado para o outro, entrando e saindo das lojas, havia sempre tempo para trocar palavras e conhecer melhor a nossa outra família.

Não cheguei a perceber quando é que o encontro foi dado por terminado. - Provavelmente acaba quando toda a gente se for embora - disse uma amiga minha.

Quando o meu grupo saiu da TEMA, já não vimos ninguém, mas isso também não teve importância. O meeting foi uma experiência positiva e espero que haja muitos encontros como este brevemente.

Mata ne, Samurai Blue!





O dia 22 de Junho de 2006 foi mais um marco na História do Japão: no 2006 FIFA World Cup, a equipa nipónica perdeu 4-1 em relação ao Brasil, dando como certa a sua saída do campeonato mundial, já que, para passar aos oitavos de final, tinha que, pelo menos, ganhar por 2 golos ao Brasil e depender do resultado do jogo entre a Austrália e a Croácia, no qual esta teria que ganhar ou empatar.

Assim despedimo-nos dos Samurai Blue (o novo slogan da selecção japonesa para a campanha do campeonato mundial) e aproveito, deste modo, para postar sobre o futebol japonês, mais concretamente, sobre a selecção: os Nihon Daihyo (os representantes japoneses), os Daihyo (representantes) ou os Zico Japan (o nome do treinador seguido pelo nome do país).

Era a equipa nacional com a melhor classificação na FIFA entre as equipas nacionais asiáticas. O seu maior feito teve lugar nas Olimpíadas de Verão de 1968, na Cidade do México, em que ganhou uma medalha de bronze. Apesar de este acontecimento ter dado um maior reconhecimento ao desporto japonês, a falta de uma liga interna profissional foi a razão pela qual o Japão não seria qualificado para os campeonatos mundiais 30 anos mais tarde.

Em 1991, os donos de uma liga semi-professional de futebol japonês (a Japan Soccer League) resolveram desfazê-la e reformá-la como J. League, com o objectivo de aumentar o prestígio do futebol japonês e fortalecer o programa para formar uma equipa nacional. Com uma nova liga em 1993, cresceu o interesse no futebol e numa equipa nacional.

No entanto, na primeira tentativa para se qualificar para o campeonato do mundo com jogadores profissionais, o Japão perdeu a oportunidade, em 1994, quando perdeu contra o Iraque no último jogo para a apuração. Deste modo, só em 1998 é que aparece pela primeira vez num campeonato mundial, tendo perdido os três jogos que davam entrada para os oitavos de final contra a Argentina, Croácia e Jamaica.

Quatro anos mais tarde, o Japão acolheu o 2002 FIFA World Cup juntamente com a Coreia do Sul. Tendo chegado aos oitavos de final, não conseguiram levar a taça para casa.

É um facto que o Japão tem tido um sucesso muito mais considerável no campeonato asiático, pois ganharam a taça em três das últimas quatro finais, tendo sido os seus principais rivais a Coreia do Sul, seguido pelo Irão e depois pela Arábia Saudita.

Foi no dia 8 de Junho de 2005 que o Japão foi qualificado pela terceira vez consecutiva para entrar no campeonato mundial, neste caso, por ter derrotado a Coreia do Norte por 2-0 na Tailândia. Em 2006, estava no grupo F juntamente com a Austrália, Croácia e Brasil no campeonato, tendo já sido desqualificado (como já tinha referido) depois de ter perdido 3-1 contra a Austrália, empatado com a Croácia e sofrido uma derrota 4-1 contra o Brasil.

Apoiei a selecção japonesa como a minha segunda equipa. E foi com a mesma esperança que voltei a vê-la em 2010.

30 de março de 2011

Meninas ao poder!





Nome original: Tokyo Mew Mew

Nome oficial:
Mew Mew Power

Género(s): Aventura, Comédia, Ficção Científica, Magia, Romance

Número de episódios: 52

Ano: de 06/04/2002 a 29/03/2003

Classificação pessoal: 5/10



Julgo que foi a primeira vez que fiz isto: escrever sobre um anime que tinha começado há muito pouco tempo na televisão portuguesa. Apesar de nunca o ter feito antes, penso que foi absolutamente necessário pois, sendo este blogue direccionado aos otaku portugueses, era importante que eles soubessem o que estava a dar cá, embora, na maior parte das vezes, fosse dobrado.

Como um dia me disseram que havia falta de raparigas no blogue, desta vez, postei sobre uma série totalmente shoujo: Tokyo Mew Mew.

Este anime conta a história de uma rapariga chamada Ichigo Momomiya que, juntamente com mais quatro (Mint Aizawa, Lettuce Midorikawa, Pudding Fong e Zakuro Fujiwara), sofreu uma alteração no seu ADN: deu-se uma infusão deste com o ADN de um animal em vias de extinção. Ao mesmo tempo, estas cinco raparigas são empregadas do Café Mew Mew. Para além de todas estas ocupações, Ichigo não desiste de conquistar o rapaz mais popular da escola, Masaya Aoyama.




Tendo obtido super poderes a adquirido novas formas, elas acabam por descobrir que foram escolhidas para proteger a terra onde vivem seres de outro planeta, tais como Kish, Pie e Tart, que têm como líder o misterioso Deep Blue. Kish, Pie e Tart têm o poder de criar monstros, fazendo uma infusão entre animais e plantas através de um outro tipo de criaturas, que torna os animais mais poderosos e sob a influência maligna dos aliens. Posteriormente, para fazer uma infusão, vão utilizar espíritos de seres humanos normais e talentosos e combiná-los com animais.

Deste modo, o trabalho das raparigas é derrotar os monstros e salvar o mundo dos seres extraterrestres.

28 de março de 2011

Marmalade Boy


Género(s): Romance, Shoujo, Vida Escolar

Número de episódios: 76

Ano: de 13/03/1994 a 03/09/1995

Classificação pessoal: 10/10


Miki Koishikawa, uma jovem adolescente, tinha uma vida normal até os seus pais se terem divorciado... Tanto a sua mãe como o seu pai apaixonam-se, respectivamente, pelo pai e pela mãe de um belo rapaz, Yuu Matsuura, e todos vão viver juntos para uma casa.

Inicialmente, Miki revolta-se com a atitude dos pais porque receia que todos comentem que ela e Yuu (alunos da mesma turma) estejam a viver juntos. Mas o seu estado de espírito muda quando se apercebe de que ter duas mães e dois pais até é divertido, pois os quatro, para além de serem personagens cómicos, estão sempre na brincadeira, parecendo mais infantis e irresponsáveis que os próprios filhos.

No entanto, a setinha do cupido não acertou apenas nos mais velhos... Miki e Yuu acabam por se apaixonar mas a sua relação vai encontrar alguns obstáculos: Ginta, um amigo de infância e colega de turma de Miki, está apaixonado por ela; Arimi, uma ex-namorada de Yuu, sempre o amou e não o consegue esquecer.

Para além destes dois, ao longo da série, surgem outros: Suzu é modelo e vai fazer um anúncio publicitário com Yuu, por quem se apaixona; Kei conhece Miki na gelataria onde esta trabalha, e começa a sentir algo especial por ela; Anju, amiga de infância de Yuu, confunde uma bonita amizade com amor; Ginny, uma jovem loira americana, aproveita o facto de Yuu estar na América a estudar, e longe de Miki, para o conquistar.

Um anime shoujo (tem como público-alvo as raparigas), Marmalade Boy podia ser o enredo de uma novela. Amores, desamores, paixões e traições são o tema central deste anime, que está, sem dúvida, na lista dos favoritos das meninas otaku.


Obrigada, Anipop!


Anime? Música japonesa?




Antigamente estes eram dois fenómenos sobre os quais procurava nem sequer proferir uma palavra aos meus amigos. Não tinha a certeza se me gozariam ou se achariam que fosse infantil por ver os desenhos animados que passavam na televisão.

Posteriormente conheci outras pessoas que partilhavam gostos idênticos aos meus. Uma delas foi graças ao evento realizado entre o dia 28 e 30 de Outubro de 2005, no IPJ em Moscavide, re:anipop: foi a primeira vez de que me apercebi que havia tantos portugueses a interessar-se pela cultura japonesa, cada um à sua maneira.

Para além de ter estado a passar anime quase 24 horas por dia (Tsubasa Chronicle, Final Fantasy VII Advent Children, Gekijouban Naruto: Dai Katsugeki! Yuki Hime Ninpouchou Dattebayo!, Kamichu, Cutey Honey...), houve karaoke, workshop's de origami (arte de dobrar papel), de japonês (introdução à língua e aos silabários), de desenho e de fandubbing (consistia em dobrar uma película retirada de um filme de Sailor Moon, no entanto, devido a problemas técnicos, acabou por não se realizar na totalidade), concurso de cosplay, de videojogos e outro de cultura geral de anime chamado Otaku Mais Fraco (bem ao estilo d'O Elo Mais Fraco, que passou na televisão portuguesa).

Para quem não quis participar em nenhuma destas actividades, pôde comprar action figures, t-shirts, acessórios, artbooks, ver os desenhos expostos por fãs, falar com a equipa Shoot to Kill (http://shoottokill.wordpress.com/), conhecer outras pessoas... enfim, o que não faltou neste evento foi convívio e muito boa disposição, acompanhados de actividades muito divertidas.

Por todos estes motivos, mal pude esperar pelos dias 15, 16 e 17 de Setembro, que foi quando houve mais um evento organizado pela Anipop - AJACJ (Associação Juvenil de Animação e Cultura Japonesa).